Dissipando os mitos sobre o “perdão” das Dívidas

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Eu não sou um especialista em finanças e por favor considere este artigo de opinião como mero entretenimento, pois não é de forma alguma consultadoria financeira.

Não tome nada disto como garantido e, como sempre, faça a sua própria pesquisa.

As pessoas têm sido induzidas em erro com propaganda à volta do possível << perdão >> de Dívidas veiculada pelos mídia alternativos.

Eu precisava ajudar a desmantelar esta retórica de falsa esperança messiânica, mesmo que corra o risco de ir contra a narrativa mais ou menos dominante nos meios alternativos desde há alguns anos atrás.

Na realidade, eu estou realmente cansado de toda a desinformação, má informação e por vezes somente pura insanidade, e eu acabei por chegar à conclusão de que isso não vai melhorar a menos que alguém faça algo.

Pode ser de forma intencional como uma operação psicológica para nos fazer sentir bem e não termos nenhuma acção, tornando-nos submissos e passivos a ver as coisas a acontecerem, ou são apenas algumas pessoas gananciosas a tentarem ganhar dinheiro através de publicidade pelas visualizações e partilhas dos seus blogues.

Então, eu espero que este texto inspire pelo meno algumas pessoas a pesquisarem sobre o assunto, a fim de fornecerem a melhor orientação possível a outros quando o Evento… eu quero dizer quando as circunstâncias exigirem que as pessoas mais despertas neste planeta sejam chamadas para liderar a transição.

Não há nenhum “Perdão”… mas poder haver alguma >>destruição<< de dívidas

Parte do problema é que o conceito vulgarmente apelidado de Reset ou Redefinição de Moedas Global [em inglês GCR acrónimo para Global Currency Reset] tem inúmeras falhas.

Em alguns aspectos, é análogo ao debate que tem existido na comunidade alternativa à volta do conceito da “Terra plana” (debate esse que eu espero que termine rapidamente), debate esse instigado pelos suspeitos do costume. Vá lá… basta observar o nascer ou o pôr-do-sol. Não vemos sempre um horizonte e a curva natural da Terra? Não são as formas esféricas as formas geométricas através das quais a matéria se organiza neste universo? Senso comum.

O mesmo aplica-se à assim ao chamado << Reset >> financeiro ou, mais correctamente, Redefinição.

A ideia que induz em erro aqui, tal como eu mencionei num artigo anterior é que isto NÃO É um Reset às moedas ou simplesmente uma reavaliação.

É uma Redenominação. Este é o cerne da questão e uma tonelada de equívocos e interpretações erróneas brota precisamente a partir deste mal-entendido.

A reavaliação de moedas ou reset implica que se mantenham as moedas antigas em uso, e apenas se ajustem as suas taxas de câmbio dentro da sua paridade com a moeda de reserva dominante (actualmente ainda o dólar norte-americano).

Não quero ser desmancha-prazeres mas: isso acontece a toda a hora e as moedas mudam o seu valor relativo dentro de certos intervalos específicos controlados pela cabala (que eles usam para lucrar imenso e alimentar o “monstro” que é o buraco negro da dívida que ordenha a força de trabalho neste planeta).

É por isso que algo de novo não pode ser chamado de “reavaliação” ou simplesmente “Reset”.

Porque ISSO É o que eles já fazem diariamente!

O que pode e provavelmente vai acontecer é que, com a inclusão do Yuan (moeda chinesa) na cesta das SDRs [Direitos de Saque Especiais, sigla para Special Drawing Rights] desde 30 de Novembro de 2015, anunciada pelo FMI, e uma vez que todos na economia oculta sabem que o Yuan (aliás como o Rublo russo também) é uma moeda “adormecida” (ou seja, a actual taxa de câmbio não reflete a real produtividade e participação de metais preciosos do país), por sua vez esta inclusão está a desencadear uma corrida pela compra de activos ou garantias tangíveis  pelos bancos centrais, de retalho e de investimento, para criarem uma garantia ou colateral das reservas, prevenindo o seu colapso quando a redefinição ocorrer. É por isso que os preços em papel negociado de metais preciosos estão sendo suprimidos… Assim, eles podem comprar mais garantias ou colateral “barata” e não ir à falência totalmente assim que a redefinição financeira aconteça.

Logo, a promoção do Yuan obriga todas as outras moedas a terem garantias sólidas do seu valor com activos tangíveis, isto é se os países em causa quiserem continuar a fazer comércio com o maior exportador do mundo. O mesmo se aplica  ao resto das nações dos chamados BRICS.

Mas aqui é que a coisa se complica. Você pode tentar dar a uma moeda garantias reais, mas você não pode nunca dar-lhe o mesmo nome, nem usar as mesmas moedas ou notas bancárias. É por isso que tem de ser uma Redenominação.

Então, onde é que pára o tão falado “Jubileu” da dívida?

Não há um na minha opinião. Mas aqui está um novo conceito: poderá haver alguma Dívida << destruída >>.

Queen-Jubilee

As pessoas têm de compreender que o “Jubileu” é um conceito de origem religiosa e mitológica. A sua intenção é muito parecida com a do personagem do Arquiteto nos filmes da saga Matrix. A Matriz é então programada para reiniciar-se dentro de determinados períodos de tempo (70 anos no caso da Matriz de base religiosa) e encontrar um << Messias  >> que << libertará >> os escravos da << opressão >>.

Isso acontece porque se os escravos não são forem aliciados com a devida ilusão de livre arbítrio e controlo sobre as suas vidas, eles terão uma vida mais curta e serão muito menos produtivos.

Há uma confusão nos Trabalhadores e Guerreiros da Luz neste momento, que provavelmente resulta de milhares de anos de programação à qual foram submetidos e dos implantes, que estará a criar o caos ao fundir mentalmente as imagens de << perdão >> com o conceito de “Dívida”, “Reset “e” Idade de Ouro “. Isso pode ser planeado por forma a atrasar intencionalmente o processo de Libertação, desencadeando passividade e “expectativas” para criar “decepção” e “desilusão”, e entregar a terceiros o nosso poder único de criadores divinos.

Este poder criativo aplicado colectivamente é inigualável, daí “eles” terem tanto medo dele.

Portanto, a situação é a seguinte: se você quer um perdão de dívida terá de fazê-lo você mesmo ou conjuntamente com outros, de preferência.

Aqui estão algumas dicas de como as coisas podem, eventualmente, desenrolar-se num cenário de Redenominação de Moedas.

Após as férias bancárias e a moeda NOVA ser anunciada e ser utilizável, os bancos que sobreviverem serão obrigados a descontinuar progressivamente a moeda antiga, durante um ainda desconhecido período de tempo.

Mas os contratos dos créditos estão em Notas da Reserva Federal Americana, euros do Banco Central Europeu, libras e ienes… de modo a que os bancos serão obrigados a “actualizar” os contratos para a nova moeda (os contrato normais sempre mencionam o nome das moedas e valor cambial na data da sua assinatura). Então, eles vão enviar-lhe uma carta pedindo-lhe para assinar um novo contrato, com base no novo nome da moeda e taxa de câmbio, que neste momento só podemos tentar adivinhar, mas o meu oráculo interior diz que eles vão soar a algo totalmente ultrajante para o cidadão comum.

Esta é a questão central e, por favor, pesquise e consulte um advogado antes de tomar qualquer acção relativamente a isto (e sim, os advogados continuarão a existir e o meu oráculo interior também diz que eles estar muito ocupados e a fazer horas extraordinárias nos próximos anos).

Desta forma, se você tiver empréstimos com contratos em moeda antiga poderá reclamar de uma “quebra de contrato”.

Um novo contrato implica a nulidade e faz com que o anterior fique sem efeito. No momento que você receba essa carta terá um argumento legal!

Mas, por favor, preste atenção a estes detalhes muito importantes:

  • Se o seu empréstimo foi feito para a aquisição de bens tangíveis você pode reclamar da “quebra de contrato”, mas você pode ou não ser obrigado a devolver os bens adquiridos ao banco seguido pelo encerramento dessa conta específica e respectiva liquidação na moeda NOVA. Isto significa que você pode obter uma pequena compensação por juros pagos em moeda antiga, mas vai depender de as taxas de câmbio NOVAS após a Redenominação, que serão apenas conhecidas depois da mesma.
  • A possibilidade do real e tangível perdão de dívidas poderá ocorrer apenas se tiver contraído um crédito pessoal , para a compra de serviços que e não de bens tangíveis, que não estejam especificamente mencionados no contrato. Ex .: você fez um empréstimo para pagar a Universidade, uma viagem que você fez ou até mesmo para pagar outra dívida. Se o banco tenta mudar o contrato de crédito actual para um novo com nova moeda e taxa de câmbio, você pode reivindicar uma quebra de contrato também.
  • Você também pode reivindicar uma compensação por juros pagos em moeda antiga Vs o mesmo juro calculado com as novas taxas. Se você adquiriu um activo a crédito, é esperado que retorne esse activo ao banco após o litígio estar resolvido, sendo que pode também efectivamente reinvidicar uma certa quantia de dinheiro pelos juros pagos. Mas isso é incerto porque certamente depende do valor da moeda antiga Vs a nova. Ex .: você comprou um carro com um empréstimo de 20.000 Euros e você paga mais 5.000 Euros em juros. Em todo o caso do total de 25.000 Euros já pagou 15.000 Euros e tem um saldo devedor actual de 10.000€. Você resolve o seu litígio com o banco no qual retorna o seu carro a eles e em troca eles encerram a conta do crédito. Então você faz seus cálculos e chega à conclusão de que já pagou 14.000€ do empréstimo, mas também 1.000€ em juros ao banco. No entanto, o novo Euro ou outra qualquer moeda soberana emitida pelo estado entra em circulação e a taxa de câmbio em relação à moeda antiga é de, digamos, uma 1 Euro para 0,5 Euro de “Ouro” (ou a título de exemplo podemos chama-lo de Euro-Ouro).  Assim, por cada Euro que você pagou em juros poderá alegar que você pagou duas vezes mais se contabilizarmos a paridade com a nova  moeda emitida, ou seja, você em nova moeda na realidade já tinha pago ao banco o equivalente a 2.000€ Euro-Ouro. Então você pode ou não obter esta compensação. Digo isto porque vai depender muito da pressão exercida sobre os bancos pela população em geral e da dimensão do controlo do sistema político e legal após o Evento em relação a essa suposta pressão exercida.

Contudo estou muito céptico de que indivíduos isoladamente possam conseguir resultados tangíveis. Os sistemas legais e políticos pelo mundo fora não vão mudar da noite para o dia. O Estado de Direito continuará a prevalecer mesmo que seja tendencioso ou proteja ainda os interesses mais impiedosos.

No entanto se, por exemplo 1.000 pessoas criarem um movimento para repudiar ou liquidar a dívida de forma legal, criam uma enorme onda de pressão, muito mais difícil de contornar pelos últimos redutos do nosso sistema político e legal actuais, que certamente irão lutar até ao fim.

Jubilee_illegitimate_debt

O risco de uma mudança drástica da noite para o dia e consequente perdão de todas as dívidas poderia ser a perda total da propriedade privada e dos seus activos.

Pense nisso por um minuto. Muitas empresas são corruptas, mas não todas. Se você porventura  for proprietário de um pequeno negócio honesto e trabalhar com algum tipo de crédito com os seus clientes ou fornecedores, como pagamentos antecipados ou a 15 ou 30 dias por exemplo, como se sentiria se um cliente ou fornecedor dissesse “vai ter de me pagar mais 50% do que o inicialmente acordado, ou então você não receberá um centavo de volta – mas não me culpe a mim são as novas taxas de câmbio que estão a dar cabo de mim.”

Fazendo este exercício rapidamente se conclui que os acordos comerciais existentes não podem ser anulados na globalidade de uma só assentada, e que em todas as áreas de negócio eventualmente imensos compromissos de natureza diversa terão de ser alcançados devido à redefinição financeira.

Quem ganha desta vez vai ser definido pela pressão exercida pela população sobre o status quo político que sobreviver, mas que invariavelmente foi fortemente doutrinado.

Quem vencer esta batalha é quem vai sair por cima.

Então esta é a parte interessante. Nós podemos ser capazes de “destruir” parte da dívida e obter compensações em todo o tipo de contratos de crédito, mas isso não vai mudar instantaneamente.

Os mitos sobre o perdão de << dívidas >> têm como intenção de retardar o progresso e reduzir nossa capacidade colectiva para níveis mais fáceis de gerir.

Isso quer dizer que devemos parar de olhar para o Evento através do prisma do síndrome do Messias e vê-lo por aquilo que ele é: uma ajuda para despertar mais pessoas e alcançarmos a massa crítica necessária para a grande transformação que visionamos.

E, claro, a dívida especulativa (fazer um crédito de agora, conscientemente sabendo que ela será perdoada mais tarde) não será tolerada, tenho a certeza disso.

O que virá é um sistema de transição, em vez de soluções definitivas e finais. A minha estimativa é que, se tudo correr bem o novo sistema financeiro não durará mais do que 5 a 10 anos, na melhor das hipóteses. Com a liberalização das moedas e consequente aumento no uso de criptomoedas e acordos garantidos por metais preciosos, vamos evoluir para uma economia alicerçada na realidade ou, como eu gosto de apelida-la, uma economia mais calórica e baseada no valor intrínseco dos produtos, num futuro próximo.

A este respeito, aqui está uma boa dica sobre como possivelmente gerir os seus recursos: um verdadeiro salto “quântico” nas relações comerciais só pode significar a evolução para uma sociedade sem dinheiro uma vez que temos vindo a utilizar a ferramenta “dinheiro” desde à alguns milhares de anos para cá.

Para existir uma sociedade sem dinheiro significa que temos parar de pensar em meios intermédios de troca e muito, muito mais em termos de calorias, Joules, watts, proteínas, enzimas, e utilidade daquilo que adquirimos.

Este salto mental “quântico” deve acontecer primeiro, antes mesmo de começarmos a pensar em como vamos sair da confusão em que este planeta está agora.

E, na realidade, nós só dependemos de nós mesmos colectivamente para lá chegar.

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