Divulgação controlada nos meios de comunicação? Artigo do National Geographic: “Conheça o homem que fundou os Illuminati” | O Branqueamento da História

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Documentos recentemente revelados pelo FBI revelam a existência de um governo sombra, chamado 7th Floor Group [o “grupo do Andar 7”] – e que os investigadores de conspirações há muito afirmam que existe. Apenas recentemente o termo Illuminati se tornou mais conhecido, através de celebridades como Jay-Z, Kanye West e outros.

Alguns afirmam que este grupo infame está agora a dar-se a conhecer ao público de uma forma gradual tendo em vista o momento em que eles se revelarão abertamente ao mundo. Muitos sites têm reparado num aumento dos comentários de recrutamento para os Illuminati, mas quem poderá afirmar com certeza que essas pessoas realmente são?..

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Tal como no artigo que discutia a iniciativa de Asgardia e a existência de uma civilização separatista assim como grupos secretos que trabalham para controlar o planeta, o texto a seguir fala de um grupo que poderia ser considerado como os Illuminati, que dirige o governo sombra, como afirmam alguns investigadores.

Mas existem algumas evidências que suportam a teoria da civilização separatista e o programa espacial secreto?

Em suma, têm havido muitos avisos e declarações de figuras conhecidas de governos e no sector privado, que realmente acreditam que tal civilização existe.

O já falecido senador do Havaí entre 1963 a 2012, Daniel K. Inouye, afirmou quando presidiu ao Comité do Senado para o inquérito à assistência militar secreta ao Irão, em 1987:

Existe um governo sombra com sua própria Força Aérea, a sua própria Marinha, o seu próprio mecanismo de financiamento e que tem a capacidade de perseguir as suas próprias ideias sobre o que é o interesse nacional, liberto de todos os mecanismos de controlo e regulação e à margem da própria lei. (Fonte)

 

E os comentários do presidente Theodore Roosevelt sobre um grupo sombrio no interior do governo também sugerem que uma sociedade separatista ganhou o controlo sobre o governo dos Estados Unidos já desde o início do século XX.

Por detrás do governo ostensivo senta-se, entronizado, um governo invisível, sem nenhuma lealdade e que não reconhece nenhuma responsabilidade perante o povo. Destruir esse governo invisível, dissolver a aliança profana entre os negócios corruptos e a política corrupta, é a primeira tarefa do estadista de hoje… – Theodore Roosevelt (1858-1919). Uma autobiografia. 1913. (Fonte)

O seguinte artigo do National Geographic pinta uma imagem interessante de Adam Weishaupt, que muitos investigadores afirmam ser o homem responsável por criar esse grupo sombrio. O artigo deduz que ele era apenas um homem com opiniões radicais – durante esse tempo – e que acreditava que a iluminação através da filosofia e a criação de uma sociedade igualmente iluminada era necessário para obter a liberdade dos governantes despóticos. Embora possa não ser óbvio para alguns, o artigo tem um tom de desconsideração, o que implica que as teorias da conspiração que identificam Weishaupt como uma figura central e fundadora da organização, são selvagens e sem fundamento.

Poderá esta ser uma forma de revelação macia, em que os meios de comunicação social convencionais tentam branquear um aspecto muito real da história oculta? Para o pesquisador ávido desses temas, parece bastante óbvio que este era o caso.

Para os não-iniciados, eles vão ler este artigo e pensar – como muitas outras teorias de conspiração – não há nada que a valide. Mas para os iniciados, aqueles que investiram tempo a investigar a forma como os grupos secretos têm desempenhado um papel significativo na formação do mundo, pode haver mais para explorar neste artigo do National Geographic.

~ Justin

Por Isabel Hernández, 5 de Novembro de 2016

Como é que um professor bávaro acabou por criar um grupo que estará no centro de dois séculos de teorias da conspiração?

O pensador alemão Adam Weishaupt, do século XVIII, teria ficado surpreso se soubesse que as suas ideias um dia alimentariam teorias de conspiração globais e inspirariam romances e filmes de grande sucesso.

Até aos 36 anos, a vasta maioria de seus compatriotas ficaria igualmente atordoada ao descobrir que este professor respeitável era um perigoso inimigo do Estado, e cuja sociedade secreta, os Illuminati, ameaçava o tecido social.

Nascido em 1748 em Ingolstadt, uma cidade no eleitorado da Baviera (agora parte da moderna Alemanha), Weishaupt era descendente de judeus convertidos ao cristianismo. Órfão desde uma jovem idade, o seu tio, um académico, cuidou da sua educação e matriculou-o numa escola jesuíta. Depois de concluir os seus estudos, Weishaupt tornou-se professor de direito natural e canónico na Universidade de Ingolstadt, casou-se e criou uma família. À primeira vista tinha uma carreira bastante convencional – até 1784, quando o estado bávaro tomou conhecimento das suas ideias incendiárias.

A maçonaria livre, tal como muitas sociedades secretas, realizou cerimónias de iniciação. IMAGEM POR BRIDGEMAN/ACI

Rituais Secretos, Pormenores íntimos

Os papéis secretos apreendidos pelas autoridades bávaras revelaram detalhes fascinantes sobre os rituais dos Illuminati. Um novato a preparar-se para passar para o nível mais alto do minerval, por exemplo, teve de apresentar um relatório detalhado sobre os títulos dos livros que possuía, a identidade dos seus inimigos e os pontos fracos do seu caráter. Após a iniciação como um minerval, ele prometeu sacrificar todos os seus interesses pessoais em prol dos interesses da sociedade.

Um olhar mais atento sobre a sua educação, no entanto, revela que Weishaupt sempre teve uma mente inquieta. Enquanto criança era um ávido leitor, consumindo livros dos mais recentes filósofos do Iluminismo francês na biblioteca do seu tio. Naquela época, a Baviera era profundamente conservadora e católica. Weishaupt não era o único que acreditava que a monarquia e a igreja estavam a reprimir a liberdade de pensamento.

Convencido de que as ideias religiosas não eram mais um sistema de crenças adequado para governar as sociedades modernas, ele decidiu encontrar uma outra forma de “iluminação”, um conjunto de ideias e práticas que poderiam ser aplicadas para mudar radicalmente a forma como os estados europeus eram administrados.

A maçonaria estava em expansão constante por toda a Europa durante esse período, oferecendo alternativas atraentes aos livres-pensadores. Weishaupt pensou inicialmente em juntar-se a uma loja maçónica. Desiludido com muitas das ideias dos maçons, no entanto, ele tornou-se absorvido pelos livros que abordavam temas tão esotéricos como os Mistérios dos Sete Sábios de Memphis e a Kabbala, e decidiu fundar uma nova sociedade secreta por conta própria.

O Portão de Kreuztor está em Ingolstadt, a cidade bávara cujo conservadorismo religioso e político que Weishaupt procurou desafiar. FOTOGRAFIA DE MARIA BREUER / IMAGEBROKER / AGE FOTOSTOCK

A Sociedade dos Segredos

Weishaupt não era, afirmava ele, contra a própria religião, mas sim contra a forma pela qual ela era praticada e imposta. O seu pensamento, escreveu ele, oferecia a “liberdade de todos os preconceitos religiosos, cultivava as virtudes sociais e animava ao oferecer uma perspectiva mais abrangente, mais viável e rápida de alcançar a felicidade universal”. Para conseguir isso, era necessário criar “um estado de liberdade e igualdade moral, livre dos obstáculos que a subordinação, estatuto e a riqueza lançam continuamente na nossa direcção”. Na noite de 1 de Maio de 1776, os primeiros Illuminati encontraram-se para fundar a referida ordem numa floresta perto de Ingolstadt. Banhados pela luz das tochas haviam cinco homens. Ali estabeleceram as regras que governariam a ordem. Todos os futuros candidatos à admissão teriam de ser aprovados pelos membros, ter uma forte reputação com ligações familiares e sociais bem estabelecidas assim como riqueza. No início, a filiação na ordem tinha três níveis: novatos, minervales e minervales iluminados. “Minerval” referia-se à deusa romana da sabedoria, Minerva, refletindo o objetivo da ordem de difundir o verdadeiro conhecimento, ou a iluminação, sobre como a sociedade e o Estado poderiam ser remodelados.

Adam Weishaupt, fundador dos Illuminati.
IMAGEM CORTESIA KARGER-DECKER / AGE FOTOSTOCK

Os Illuminati pretendiam criar “um estado de liberdade e igualdade moral”

Nos anos seguintes, a ordem secreta de Weishaupt cresceu consideravelmente em dimensão e diversidade, possivelmente com 600 membros em 1782. Incluíram pessoas importantes da vida pública bávara, como o Barão Adolph von Knigge e o banqueiro Mayer Amschel Rothschild, que os financiaram. Embora, inicialmente, os Illuminati estivessem limitados aos estudantes de Weishaupt, os membros expandiram-se para incluir nobres, políticos, médicos, advogados e juristas, assim como intelectuais e alguns escritores importantes, incluindo Johann Wolfgang von Goethe. No final de 1784, os Illuminati tinham entre 2.000 a 3.000 membros.

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O Barão von Knigge desempenhou um papel considerável na organização e expansão da ordem. Como Ex maçon, ele era a favor de adotar rituais semelhantes aos deles. Os membros dos Illuminati receberam um nome simbólico e “secreto” extraído da antiguidade clássica: Weishaupt era Spartacus, por exemplo, e Knigge era Philo. Os níveis de adesão também tornaram a hierarquia mais complexa. Havia um total de 13 níveis de iniciação, divididos em três classes. O primeiro culminava no grau de iluminatus menor, o segundo em illuminatus dirigens, e o terceiro no de rei.

A ligação Francesa

Após a Revolução Francesa começar em 1789, os Illuminati foram acusados de desejar uma revolta semelhante contra o regime bávaro. Alguns até afirmaram que Weishaupt conheceu o líder revolucionário francês Robespierre. Na realidade, Weishaupt era mais um reformador do que um revolucionário.

Um trabalho interno

As pressões, tanto internas como externas no entanto logo iriam pôr um fim à expansão da ordem nos escalões superiores do poder bávaro. Weishaupt e Knigge brigaram cada vez mais pelos objectivos e procedimentos da ordem, um conflito que, no final, forçou Knigge a deixar a ordem. Ao mesmo tempo outro ex-membro, Joseph Utzschneider, escreveu uma carta à Grã-Duquesa da Baviera, supostamente a levantar o véu sobre a mais secreta das sociedades.

As revelações eram uma mistura de verdades e mentiras. De acordo com Utzschneider, os Illuminati acreditavam que o suicídio era legítimo, que seus inimigos deveriam ser envenenados e que a religião era um absurdo. Ele também sugeriu que os Illuminati estavam a conspirar contra a Baviera em nome da Áustria. Tendo sido advertido pela sua esposa, o Duque-Eleitor da Baviera emitiu um edital em Junho de 1784 que proíbia a criação de qualquer tipo da sociedade não previamente autorizada pela lei.

Os Illuminati inicialmente pensaram que essa proibição geral não os afectaria directamente. Mas menos de um ano depois, em Março de 1785, o soberano bávaro aprovou um segundo edital, que expressamente proibiu a ordem. No decurso da detenção de membros, a polícia bávara encontrou documentos altamente comprometedores, incluindo um documento em defesa do suicídio e ateísmo, um plano para criar o ramo feminino da ordem, receitas escritas a tinta invisível e instruções médicas para realizar abortos. A evidência foi usada como base para acusar a ordem de conspirar contra a religião e contra o Estado. Em Agosto de 1787 o duque-eleitor emitiu um terceiro edital em que ele confirmou que a ordem foi proibida, e impôs a pena de morte como penalidade para quem aderisse à mesma.

Weishaupt perdeu o seu posto na Universidade de Ingolstadt e foi banido. Ele viveu o resto da sua vida em Gotha, na Saxónia, onde leccionou filosofia na Universidade de Göttingen. O estado bávaro considerou que os Illuminati tinham sido desmantelados.

O seu legado, no entanto, tem resistido e alimenta muitas teorias de conspiração. Weishaupt foi acusado – falsamente – de ajudar a conspirar a Revolução Francesa. Os Illuminati foram mencionados como estando envolvidos em eventos recentes como o assassinato de John F. Kennedy. As ideias de Weishaupt também influenciaram a ficção popular, como o livro “Anjos e Demónios” de Dan Brown e o “Pendulo de Foucault” do romancista italiano Umberto Eco. Embora o seu grupo tenha sido dissolvido, a contribuição duradoura de Weishaupt alimenta a ideia de que as sociedades secretas persistem nos bastidores, manobrando as alavancas do poder.

O Olho Cristão da Providência (como ilustrado no grande selo dos EUA), mais tarde um símbolo da maçonaria livre. IMAGEM CORTESIA LEEMAGE / PRISMA

Ascendendo à Iluminação

A Ordem dos Illuminati, uma complexa estrutura de 13 graus, foi concebida pelo Barão von Knigge, que aplicou o modelo usado nas lojas maçónicas das quais ele tinha sido membro.

Primeira classe

Cada novato era iniciado em filosofia humanitária até ele se tornar um minerval. Receberia então os estatutos da ordem e poderia assistir às reuniões.

  1. Iniciado
  2. Novato
  3. Minerval
  4. Iluminatus Menor

Segunda classe

Os vários graus nesta classe foram inspirados pela maçonaria. O iluminato major supervisionava o recrutamento, e os illuminatus dirigens presidiam as reuniões dos minervais.

  1. Aprendiz
  2. Companheiro
  3. Mestre
  4. Illuminatus Major
  5. Illuminatus Dirigens

Terceira classe

O mais alto grau de iluminação filosófica. Os seus membros eram os sacerdotes que instruíam os membros de grau inferior. As classes inferiores desta categoria estavam sob a autoridade de um rei.

  1. Sacerdote
  2. Príncipe
  3. Magus
  4. Rei

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Fonte: https://sitsshow.blogspot.ch/2016/11/MSM-Disclosure-National-Geographic-Meet-the-Man-Who-Started-the-Illuminati.html

Fonte orginal do artigo: http://www.nationalgeographic.com/archaeology-and-history/magazine/profile-adam-weishaupt-illuminati-secret-society/

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