As 7 formas através das quais o leite e os produtos lácteos estão a fazê-lo ficar mais doente

Recorda-se da publicidade sobre o leite que você costumava ver quando era garoto, alegando que o leite “fazia bem ao corpo”? Acontece que isso pode não ser verdade, de todo. Na realidade poderá ser exactamente o oposto. Novas evidências continuam a surgir e sugerem que beber leite de vaca não é realmente natural e não é verdadeiramente bom nem necessário para nós, de todo. Não é uma coincidência que aproximadamente 65 a 75 por cento da população humana total no nosso planeta têm uma capacidade reduzida de digerir a lactose após a infância. Em alguns países, mais de 90% da população adulta é intolerante à lactose.

Faz sentido se você pensar nisso, porque todas as outras espécies bebem leite e posteriormente nunca mais bebem leite novamente no resto das suas vidas. Isso ocorre porque eles não têm a enzima para decompor o açúcar do leite. Neste vídeo, Katherine S. Pollard, PhD, da Universidade da Califórnia, explica como durante a evolução humana alguns humanos tiveram uma mutação no gene LTC, o gene da lactose, e que estas são as mutações que nos permitem processar a lactose na idade adulta. Nós não nascemos com esse gene, tivemos que o desenvolver.

Mas não é só isso, a indústria animal sozinha mata biliões de animais todos os anos, só no caso dos EUA. A agro-pecuária industrial está a causar extrema degradação ambiental e excesso de gases de estufa. Outro factor a considerar é a crueldade animal. Este é um excelente e curto vídeo feito por Erin Janus, uma activista ambiental e dos direitos dos animais que está a aumentar a consciencialização sobre estas várias questões. No seu vídeo, ela destaca alguns pontos importantes sobre a moderna indústria láctea.

Abaixo está uma lista compilada por Sofia Pineda Ochoa, MD, uma médica em Houston, Texas. Eu adicionei mais algumas informações sob alguns dos pontos, mas a ideia e uma grande parte da informação vem do seu post em http://www.forksoverknives.com/, (estou apenas a retransmitir a informação).

Ela também foi professora de bioquímica na Faculdade de Medicina da Universidade de Guadalajara, no México, e é co-fundadora do Meat Your Future, uma organização educacional sem fins lucrativos que fornece informações baseadas em factos sobre as implicações ambientais, de saúde e éticas sobre o consumo de produtos animais. Visite MeatYourFuture.com para ler mais do Dr. Pineda Ochoa.

Veja todas as contribuições de Sofia Pineda Ochoa, MD para o site www.forksoverknives.com neste link.

As 7 formas através quais o leite e os produtos lácteos estão a fazê-lo ficar mais doente

  1. Parece irónico, mas os produtos lácteos e o leite podem dar origem a problemas ósseos também.

Os produtos lácteos são frequentemente comercializados como sendo bons para os ossos, mas isso é principalmente devido ao facto de conterem cálcio. Isso é absurdo. Uma porção de couve crua, por exemplo, está carregada de cálcio. Tanto é que um copo de 3.5 g de salada de couve fornece mais cálcio do que uma xícara de leite.

“Não só foi descoberto que o grosso das evidências científicas que suportam a ideia de que o consumo de leite promove a saúde óssea são inadequadas mas numerosos estudos em larga escala descobriram que o consumo de leite pode realmente ser prejudicial para a saúde óssea. De facto, existem dados substanciais que relacionam a maior ingestão de leite com o risco significativamente aumentado de fraturas ósseas” – Sofia Pineda Ochoa, MD

Alguns destes estudos incluem:

Ingestão de leite e risco de mortalidade e fracturas em mulheres e homens: estudos de coorte [da mesma idade e do mesmo grupo]

Alimentos Lácteos e Saúde Óssea: Examinando as Provas

A fonte de nutrição – cálcio e leite: o que é melhor para os seus ossos e para a sua saúde?

O consumo de leite durante a adolescência e o risco das fraturas no quadril em idosos

Porque é que os países com maior ingestão diária de leite têm as maiores taxas de fracturas no quadril, um indicador-chave da osteoporose e países onde a ingestão diária de cálcio é extremamente baixa, têm uma incidência muito baixa de fracturas ósseas? Isto também é discutido nos estudos acima.

Quando se trata da proteína encontrada em produtos lácteos, isso também cria um ambiente muito ácido no corpo, causando o que é conhecido como acidose metabólica. Isso força o corpo a compensar a perda de cálcio dos ossos para ajudar a neutralizar o aumento da acidez. Ao longo do tempo, tudo isso pode ter efeitos graves e prejudiciais sobre a saúde óssea.

  1. Caseína de leite = Aumento do risco de desenvolver cancro

A caseína é a principal proteína encontrada nos produtos lácteos, e é o que causa a acidose metabólica, como mencionado no parágrafo acima. Estudos têm demonstrado que o que facilita o crescimento e o desenvolvimento de cancro. Alguns estudos descobriram mesmo que o desenvolvimento do cancro poderá ser controlado mais pelos níveis de caseína na dieta do que pela exposição ao carcinogénico subjacente. (Fonte)

O 1GF-1, uma hormona que promove a divisão celular em células cancerígenas, sobe quando você consome proteína animal. É por isso que alguns cientistas estão a procurar a aprovação da FDA (Agência Reguladora dos Fármacos nos EUA] para o jejum como um potencial tratamento para o cancro, porque restrição calórica e o jejum, combinada com uma dieta à base de plantas, reduz significativamente os níveis da hormona de crescimento IG1 de crescimento no corpo. (Fonte) (Fonte) (Fonte)

Um dos estudos mais abrangentes já realizado sobre este assunto é o The China Study, realizado pelo Dr. T. Colin Campbell e pelo Dr. Thomas Campbell. As suas descobertas mostraram correlações directas entre nutrição e doenças cardíacas, diabetes e cancro, provando que as culturas que se alimentam principalmente de dietas baseadas em plantas têm menor ou nenhuma ocorrência dessas doenças e que a mudança para uma dieta baseada em plantas pode reverter com sucesso as doenças já estabelecidas no corpo.

No vídeo abaixo ele aborda a caseína.

  1. Os produtos Lácteos Acumulam Pesticidas em Concentrações Elevadas

Os pesticidas nos laticínios são realmente um grande problema, e já o são desde há algum tempo. Por exemplo, há não muito tempo uma equipa de investigadores no Havai rastreou 450 homens, revelando uma forte associação entre o heptacloro (inseticida) e os danos cerebrais da doença de Parkinson. Níveis muito altos do inseticida foram encontrados no leite no Havaí durante os anos 80.

Em 1982, os testes mostraram que o fornecimento de leite do Havaí tinha níveis anormalmente altos de epóxido de heptacloro, um pesticida organoclorado vulgarmente usado nos abacaxis.

O estudo mostrou que o heptacloro causa a perda de células cerebrais, em particular entre os maiores consumidores de leite. Resíduos de heptacloro foram encontrados em 90 por cento dos cérebros em comparação com os 63 por cento que não consumiram leite. Você pode ler mais sobre isso aqui.

O estudo mostrou que a ingestão de leite está associada à perda de neurónios SN no cérebro, uma característica da doença de Parkinson.

Os produtos lácteos têm realmente uma maior capacidade de acumularem pesticidas em concentrações mais elevadas devido ao seu elevado teor de gordura. (Fonte) (Fonte) (Fonte)

“Mesmo os pesticidas que foram proibidos há muito tempo ainda aparecem quando os produtos lácteos são testados. Alguns pesticidas organoclorados (como o DDT que foi amplamente utilizado no passado e agora é proibido por ser um carcinogénico humano) ainda persistem no ambiente e podem mais facilmente acumular-se em produtos alimentares animais, incluindo os produtos lácteos” – Sofia Pineda Ochoa

Na Índia, os produtos lácteos têm sido uma das principais fontes de DDT e hexaclorociclohexano (HCH) (fonte), e leite produzido nas fazendas do Vale do Rio Sacco, em Itália, foi testado e mostrou conter níveis muito elevados de HCH, vinte vezes mais do que o limite legal. (fonte)

  1. Contém hormonas, sim, e mesmo que seja orgânico

O processo da produção do leite é uma enorme fonte de exposição às hormonas femininas. O leite de vaca comercial contém grandes quantidades de progesterona e estrogénio, o que é preocupante. Outra grande preocupação é o facto das vacas estarem a ser geneticamente alteradas para produzirem leite continuamente, mesmo durante as suas gravidezes múltiplas. (Fonte) (Fonte) (Fonte)

Os produtos lácteos rotulados como “orgânicos” ou “sem hormonas adicionadas” ainda apresentam elevados níveis desses antibióticos nocivos, produzidos naturalmente pelas vacas (mesmo que essas vacas não tenham recebido hormonas adicionais para fins de rotulagem do produto).

  • Tanto em adultos como em crianças, o consumo de leite resultou em níveis acentuadamente elevados de estradiol e progesterona no sangue e na urina, e o consumo de leite em geral tem sido associado a níveis aumentados de estradiol circulante.
  • Os dados mostram que os homens que bebem leite absorverão os estrogénios no leite, que se verificou resultar numa diminuição significativa da produção / níveis de testosterona.
  • Os pediatras expressaram preocupação com a exposição infantil aos estrogénios exógenos do leite comercial, sendo que dados de estudos mostram que a maturação sexual precoce em crianças pré-púberes pode ser causada pelo “consumo normal de leite de vaca”.
  • Uma série de estudos multicêntricos, revistos ​​por pares, mostrou que o consumo de leite é um dos factores de risco mais preocupantes e consistentes em doenças malignas dependentes de hormonas, incluindo o cancro do ovário, do útero, mama, testicular e da próstata.

Consulte fontes adicionais e informações na parte inferior deste artigo.

  1. Aumento da exposição a resíduos de antibióticos

O maior uso de antibióticos em todo o mundo é feito no gado (Fonte). Grande parte dessa utilização destina-se a fins não terapêuticos, como a prevenção de infecções e para promover a eficiência alimentar e o crescimento animal. (fonte)

Para além dos avisos terríveis dos cientistas de que a agricultura excessivamente intensiva está a promover a resistência aos antibióticos, outro problema é que os resíduos de antibióticos persistem no leite e noutros produtos lácteos apesar dos protocolos destinados a minimizá-los. (Fonte)

É difícil prevenir e controlar esses resíduos de antibióticos porque o leite das vacas e das fazendas individuais geralmente é agrupado em conjunto, e a administração, manuseio e registo do uso de drogas animais pode variar significativamente de uma propriedade para outra. (Fonte)

A exposição aos antibióticos de baixa dose resultante pode originar uma variedade de problemas, desde o desenvolvimento de resistência a antibióticos passando por reacções alérgicas aos efeitos colaterais da medicação a que a pessoa está exposta.

  1. Mesmo o Leite Pasteurizado Contém Microorganismos

O leite e outros produtos lácteos são veículos importantes para os patogénicos de origem alimentar devido à variedade de microrganismos que abrigam (fonte). Mesmo com os requisitos modernos de saneamento, incluindo a pasteurização e cura, os surtos ainda ocorrem, com resultados graves e às vezes até fatais.

A Salmonella, Listeria e E. coli são alguns dos surtos mais comuns em alimentos associados aos produtos lácteos. Apenas no ano passado, por exemplo, três pessoas morreram tragicamente devido a infecções por Listeria ligadas ao Blue Bell Ice Cream (provocando uma retirada do produto em grande escala pela Blue Bell Creameries). (Fonte)

Nem mesmo as nossas agências reguladoras do sector alimentar esperam que o leite seja estéril após a pasteurização. O processo de aquecimento é feito apenas para reduzir (não eliminar) a quantidade de microorganismos.

  1. Maior Risco de Diabetes do Tipo 1 e Esclerose Múltipla

O nosso sistema imunológico normalmente protege-nos de micróbios e de outras substâncias nocivas. Mas se ele perde a sua capacidade de reconhecer e distinguir as substâncias nocivas dos tecidos e células normais, e ele pode gerar ataques contra o nosso próprio corpo.

Estes “auto-ataques” podem ser desencadeados pela exposição a péptidos estranhos (incluindo fragmentos de proteínas animais encontradas nos produtos lácteos), que têm semelhanças com componentes no corpo humano. Isso pode resultar em confusão para o nosso sistema imunológico pois este perde a capacidade de identificar correctamente os tecidos do nosso corpo como sendo do próprio e, portanto, precisam de ser atacados e destruídos.

Os produtos lácteos estão associados ao risco aumentado de vários distúrbios relacionados com o sistema imunológico (desde condições alérgicas a doenças auto-imunes), e muitos têm implicações drásticas na qualidade de vida e são muito difíceis de tratar. As associações à diabetes do tipo 1 e à esclerose múltipla são particularmente preocupantes:

  • Diabetes do tipo 1. Na diabetes tipo 1 (também chamado de diabetes juvenil ou diabetes mellitus insulino-dependente (IDDM)), o sistema imunológico ataca o pâncreas, resultando no corpo já não ser capaz de produzir insulina para regular a glicose. Vários estudos de grande escala identificaram uma associação entre o consumo de leite de vaca e o aumento da prevalência de diabetes tipo 1. Um desses estudos descobriu que “o leite de vaca pode conter um factor desencadeante para o desenvolvimento de IDDM”, e outro constatou que “A exposição precoce ao leite de vaca pode ser um determinante importante da subsequente diabetes do tipo 1 e pode aumentar o risco em aproximadamente 1,5 Vezes “. (Fonte)
  • Esclerose múltipla. Na Esclerose Múltipla (EM), o sistema imunológico ataca a bainha isoladora do nosso próprio sistema nervoso, resultando numa variedade de problemas neurológicos difíceis de tratar e imprevisíveis. Tal como acontece com a diabetes do tipo 1, numerosos estudos têm relatado que o consumo de leite de vaca pode ser um factor de risco significativo para o desenvolvimento da EM. (Fonte) (Fonte) (Fonte)

Fonte: http://www.collective-evolution.com/2017/03/19/7-ways-milk-dairy-products-are-making-you-sick/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+Collective-evolution+%28Collective+Evolution%29

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