As Grandes Farmacêuticas e o Crime Organizado – Eles são mais semelhantes do que imagina

“É assustador quantas semelhanças existem entre esta indústria [farmacêutica] e a máfia. A máfia faz quantidades obscenas de dinheiro, tal como faz esta indústria. Os efeitos colaterais do crime organizado são assassinatos e mortes, e os efeitos colaterais são os mesmos nesta indústria. A máfia suborna políticos e outros, assim como a indústria farmacêutica o faz… ” ~ antigo vice-presidente da Pfizer Pharmaceuticals¹

Se você acredita que as corporações farmacêuticas têm a saúde do público em geral na mais alta consideração, é hora de reconsiderar. A indústria está repleta de exemplos de morte ilícita, extorsão, fraude, corrupção, obstrução à justiça, desfalque, notícias falsas, assédio e listas de brigas que fariam até o mais duro padrinho da Máfia corar. As grandes farmacêuticas foram multadas em biliões pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, mas essas enormes multas não limitam a corrupção, e são apenas consideradas como “o custo de fazer negócios”, semelhante ao pagamento de serviços públicos.

Como médico e investigador, Peter C Götzsche tem a experiência em primeira mão com a criminalidade por detrás da indústria farmacêutica – e posteriormente revelou a fraude massiva no livro “Medicamentos Mortais e o Crime Organizado: Como as Grandes Farmacêuticas corromperam a saúde [Deadly Medicines and Organized Crime: How Big Pharma Has Corrupted Healthcare ]”.

Ciência Perigosa

O Dr. Gøtzsche tem uma experiência clínica impressionante, como observado pelo Nordic Cochrane Center – uma organização sem fins lucrativos que produz informações sobre saúde credíveis e acessíveis que estão livres de patrocínios comerciais e de outros conflitos de interesse:

O Professor Peter C Götzsche graduou-se como um Mestre de Ciências em biologia e química em 1974 e como médico 1984. É um especialista em medicina interna; Trabalhou com estudos clínicos e assuntos regulatórios na indústria dos fármacos entre 1975 e 1983, e em hospitais em Copenhaga entre 1984 e 95. Com cerca de 80 outros, ele ajudou a criar o The Cochrane Collaboration em 1993 com o fundador, Sir Iain Chalmers, e fundou o Nordic Cochrane Center no mesmo ano. Ele tornou-se professor de Design e Análise de Pesquisa Clínica em 2010 na Universidade de Copenhaga.

Peter publicou mais de 70 artigos nas “cinco grandes” revistas científicas (BMJ, Lancet, JAMA, Ann Intern Med e N Engl J Med) e os seus trabalhos científicos foram citados mais de 15.000 vezes. Peter é também o autor de:

  • Psiquiatria mortal e a negação organizada (lançado em Setembro de 2015)
  • Medicamentos Mortais e o Crime Organizado: Como as Grandes Farmacêuticas corromperam a saúde (2013)
  • Rastreio de Mamografia: Verdade, Mentiras e Controvérsia (2012)
  • Diagnóstico e Tratamento Racional: Tomada de Decisões Clínicas Baseadas em Evidências (2007)

Uma grande parte da carreira académica do Dr. Götzsche tem-se concentrado na parcialidade, nos ensaios e na síntese das evidências.

Em “Medicamentos Mortais e o Crime Organizado: Como as Grandes Farmacêuticas corromperam a saúde“, Gøtzsche revela a corrupção por detrás dos preços exorbitantes dos medicamentos de marca, chamando a atenção para o facto dos fármacos não serem caros por causa dos custos de desenvolvimento, mas por causa do lobby político, marketing e excesso de lucro. Ele também destaca que muitos julgamentos são nada mais do que fumaça e espelhos, onde as empresas farmacêuticas organizam a pesquisa de tal forma que as melhores populações e grupos de comparação são seleccionados pelo simples facto de suportarem o resultado preferido pela empresa; Eles controlam os dados e fazem análises internas e contratam escritores profissionais para escrever os artigos. As empresas farmacêuticas, posteriormente, escolhem meticulosamente os resultados para atenderem às suas necessidades de marketing, em vez do melhor interesse dos pacientes. Muitas vezes, os académicos são pagos para serem listados como contribuidores do estudo mas, na realidade, eles tiveram muito pouca participação e não podem fundamentar os dados. De acordo com Götzsche, “Os melhores fármacos podem ser simplesmente aqueles com os dados mais vergonhosamente tendenciosos”.

Para além disso, Gøtzsche leva para casa a verdade de que os produtos farmacêuticos são simplesmente perigosos por uma variedade de razões:

Os nossos medicamentos prescritos são a terceira principal causa de morte logo depois das doenças cardíacas e cancro nos Estados Unidos e na Europa. Cerca de metade dos que morreram tomaram os seus remédios correctamente; A outra metade morre por causa de erros, com uma dose muito alta ou o uso de um medicamento apesar das contra-indicações. As nossas agências reguladoras não são particularmente úteis, pois elas dependem de informações falsas, que são uma longa lista de advertências, precauções e contra-indicações para cada fármaco, embora saibam que nenhum médico pode possivelmente dominar tudo isso. As principais razões para as muitas mortes por fármacos são a regulação sem qualquer poder sobre os fármacos, o crime generalizado que inclui corrupção das evidências científicas sobre fármacos e suborno de médicos, e o marketing de fármacos, tão prejudicial quanto a comercialização do tabaco e, portanto, deve ser banida. Devemos tomar muito menos medicamentos, e os pacientes devem estudar cuidadosamente as bulas dos medicamentos que os médicos lhes prescrevem e fontes de informação independentes sobre fármacos, como as revisões Cochrane, o que tornará mais fácil para eles dizer “não, obrigado”.²

Antes de ignorar o argumento de Gøtzsche como uma simples visão de um homem sobre uma questão complexa, considere a história manchada da gigante farmacêutica Merck.

Listas de Alvos a Abater, Revistas Falsas, Assédio e muito Dinheiro

Durante o depoimento num julgamento australiano, os e-mails entre os funcionários da Merck apresentaram rótulos como “neutralizar”, “neutralizado” ou “desacreditar” ao lado de nomes de médicos que criticavam a droga Vioxx.

Um email dizia:

Talvez precisemos de os procurar e destruí-los onde eles vivem…

O tribunal foi informado de que James Fries, professor de medicina da Universidade de Stanford, escreveu ao chefe da Merck em Outubro de 2000, reclamando do assédio que alguns membros da sua equipa que criticaram o fármaco estavam a receber.

“Pior ainda foram alegações de controlo de danos pela Merck através da intimidação”, ele escreveu… “Isso aconteceu com pelo menos oito investigadores (clínicos)… Suponho que eu estava moderamente ameaçada, mas eu nunca falei ou escrevi sobre estas questões”.

Saltando para 2001, a empresa ainda estava envolvida em tácticas antiéticas. A Merck aparentemente:

Produziu uma falsa revista de “revisão pelos pares” sob o nome de “Australasian Journal of Bone and Joint Medicine” com o único propósito de fazer marketing através de artigos pro-Vioxx.

Publicou um artigo inteiramente fantasma no jornal e conseguiu que um médico assinasse o seu nome nele, mesmo apesar de um empregado da Merck ter sentido que os dados apresentados eram  “pensamentos criativos”.

Com este circo de três círculos de corrupção pensado para se agravar no futuro, a American Medical Association (AMA) tem – na mesma linha – avançado com novas directrizes que, essencialmente, colocar a lei da rolha sobre qualquer médico que não promova a mesma opinião oficial, Incluindo aqueles que falam contra os produtos farmacêuticos.

“Existe uma grande discrepância entre os profissionais médicos quando se trata de saúde natural, e muitos recusam-se a entreter a ideia de que a cura envolve mais do que produtos químicos farmacêuticos. A American Medical Association estabeleceu recentemente novas diretrizes que: “criam as directrizes éticas para os médicos nos meios de comunicação, criar um relatório sobre como os médicos podem ser sancionados por violarem a ética médica através do seu envolvimento com a imprensa e divulgarem uma declaração pública denunciando a disseminação de Informações médicas duvidosas através da rádio, TV, jornais ou sites”, disse o Dr. Edward Group, fundador do Global Healing Center.

Incrivelmente, a AMA representa apenas 17% dos médicos, muitos dos quais são estudantes de medicina que receberam uma adesão gratuita. No entanto, a organização é o quinto grupo de interesse especial mais poderoso no Capitólio, pagando uma incrível quantia de 19,7 milhões de dólares para esforços de lobby só em 2014.

Leia mais sobre o silenciamento dos dissidentes médicos – e como agir – aqui.

Fontes do Artigo:

Por Carolanne Wright

Escritora contribuidora do site Wake Up World

Fonte: https://wakeup-world.com/2015/07/25/big-pharma-and-organized-crime-they-are-more-similar-than-you-may-think/

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