Extraterrestres: o futuro da Terra não está escrito em pedra

Seres extraterrestres de outras “realidades” estão a aproximar-se dos seres humanos no planeta Terra para aumentar a nossa consciência, para nos tornarmos numa civilização auto-responsável e nos salvarmos da autodestruição. Tal é a premissa básica por trás de Rahma, um grupo de contacto que diz que esteve a comunicar-se com extraterrestres desde 1974.

Rahma vem das palavras Rah (Sol) e ma (Terra): o título é baseado no conceito principal do grupo de que com o conhecimento, o amor do Sol irradiará na Terra e através dos seus seres.

Para receber mensagens de civilizações mais avançadas também nós devemos tornar-nos mais avançados, argumentam os princípios do grupo.

E isso significa que precisamos de nos tornar verdadeiros indivíduos e apercebermo-nos de que toda a humanidade e a vida na Terra estão interligadas. É então que poderemos perceber a luz divina e a consciência superior que já está dentro de todos nós.

Rahma surgiu em 1974, no Peru, na sala de estar de um jovem chamado Sixto Paz Wells.

Filho de um pesquisador de OVNIs que, em idade jovem, sofreu um acidente que lhe provocou uma mudança de vida, alterando para sempre a sua percepção do poder superior, Wells diz que entrou em contacto com extraterrestres quando ele, juntamente com a sua mãe e a sua irmã, recebeu uma mensagem psicográfica na sua casa em Lima:

“A sala de estar desta casa é adequada para a comunicação. O meu nome é Oxalc e eu sou de Morlen, a que vocês chamam de Ganimedes, uma das luas de Júpiter. Podemos ter contacto com vocês. Vocês ver-nos-ão em breve”.

Não é uma conversa típica de depois do jantar.

Sixto e seus amigos reuniram-se na noite seguinte e foram contactados novamente, telepaticamente – cada um recebendo a mesma mensagem – que instruiu o grupo a encontrar-se no deserto de Chilca no Peru.

Foi lá, em Fevereiro de 1974, que o grupo testemunhou pela primeira vez a presença de extraterrestres quando uma nave espacial atravessou o céu e todos os indivíduos receberam a mesma mensagem novamente, desta vez afirmando que iam haver mais tentativas de contacto.

Nas décadas seguintes, o grupo Rahma afirma que tem estado em contacto com vários extraterrestres.

Começaram com uma série de avistamentos de OVNI’s, em locais designados que eram comunicados ao grupo, mas depois os contactos foram-se tornando mais íntimos.

O Grupo Rahma continua a ganhar experiência ao entrar em contacto com extraterrestres, e a ganhar mais e mais membros a cada ano – principalmente na América Latina. No entanto, a base do grupo está a expandir-se por todo o mundo.

Ganimedes
Em junho de 1974, Sixto afirma ter sido convidado a bordo de uma nave espacial pelos extraterrestres com os quais ele esteve em contacto.

Ele diz que o levaram à lua de Júpiter, Ganimedes, um pouco maior do que Mercúrio, um satélite que agora é sabido que contem água, onde passou cerca de cinco dias a comunicar com os habitantes, seres humanos que vivem em cúpulas de vidro elaboradas, de forma a conseguirem viver na atmosfera da lua.

Os indivíduos dizem que são originários da constelação de Orion e que depois se mudaram para Ganimedes.

Sixto descreveu em profundidade a sua experiência com Oxalc em várias entrevistas, desde os primeiros momentos a bordo da nave espacial, até as mensagens recebidas dos extraterrestres.

Ele diz que os extraterrestres têm a tecnologia “para desmaterializar um indivíduo, cancelando a sua coesão molecular e o seu peso atómico, para projectá-lo para outro lugar”.

Foi assim que ele visitou uma lua a 597 milhões de quilómetros de distância num período de tempo aparentemente curto.

“Oxalc mostrou-me uma série de imagens de como seria o futuro da Terra. O que pude ver é que a tensão do mundo era tal que estava a atrair a possibilidade perigosa de que um asteróide ou um cometa passasse tão perto que poderia ser afectado gravitacionalmente”.

“O objectivo desta jornada foi o de alertar os outros através de jovens dispostos a comprometerem-se com a mensagem sobre a necessidade de mudar, começando por cada indivíduo, para criar uma reacção em cadeia que reverteria o futuro planetário”.

Em 2015, Sixto visitou Washington DC para se reunir com o National Press Club, onde argumentou que a informação vazada pelo denunciante e pelo ex-funcionário da CIA, Edward Snowden, contém provas de que, o governo dos Estados Unidos, desde há décadas que vem encobrindo as suas comunicações com extraterrestres.

Sixto também se encontrou com grupos de académicos das Nações Unidas, e apresentou  uma palestra na Universidade de Columbia.

Grupo Rahma em Teotihuacán

O músico Evaristo Infante faz parte do Grupo Rahma mexicano, que está nas suas etapas iniciais.

“Estamos a começar a compilar as nossas próprias evidências com mensagens, avistamentos, sonhos e visões que recebemos desses seres”, disse Infante.

“Comparando-o com o grupo de Sixto Paz que iniciou toda essa experiência, o novo grupo não precisa proceder da mesma forma que outros grupos fazem. Observamos que a comunicação com os guias (extraterrestres) é mais aberta e fluida do que nos tempos de Sixto”.

“Os tempos estão a mudar e a acelerar, e a interacção com os seres está a evoluir e a aproximar-se mais do que nunca”.

O grupo Rahma acredita que os seres humanos são seres multidimensionais, e que existe um plano cósmico a desenrolar-se, que tem um destino de grande transcendência reservado para o ser Humano.

“A consciência disso deve começar consigo mesmo e depois irradiar para o próximo”, diz Infante.

Meditação

Montagem de Felipe Posada / O domínio invisível

Para atingir um nível mais elevado de consciência que, de acordo com o grupo Rahma, é necessário para comunicar com extraterrestres, os membros de todo o mundo meditam.

Eles encontram-se em espaços públicos, alguns dos quais são conhecidos por conterem um foco de actividade cósmica, como as pirâmides de Teotihuacán, fora da Cidade do México.

Lá, eles meditam colectivamente e esperam receber mensagens. Nalguns casos, diz Infante, o grupo tirará fotos da área circundante após a meditação, apenas para examiná-las mais tarde e procurar por OVNI’s.

Pensamento positivo e criação de nossa própria realidade:

“É preciso acreditar para criar”, diz Sixto Paz Wells numa entrevista no site do Oscar Magosi (um famoso contactado canadiano).

“A mente humana é poderosa e, se muitos de nós concordarmos com a mesma intenção e com fé, podemos fazê-lo. Mas o que é importante é mudar a nossa atitude antes da vida. Devemos ser mais optimistas, positivos e construtivos”.

Estar aberto à luz do conhecimento e da compreensão:

Montagem de Felipe Posada / O domínio invisível

“Os conceitos antigos que ainda permeiam a sociedade humana não fazem mais parte do nosso pensamento devido à luz do conhecimento, compreensão e experiência que os torna obsoletos”, diz Infante.

“E não seria nenhuma surpresa se muitas pessoas fossem ao fundo, ou ficassem assustadas, assim que descobrissem que o que eles pensam sobre a Vida, as pessoas, Deus, as suas religiões, não é a realidade. A existência é verdadeiramente mais infinita do que jamais imaginamos”.

A Realidade Multidimensional

Infante descreve as crenças básicas de Rahma em termos da realidade multidimensional, como por exemplo:

  • “O conhecimento de que somos e que sempre fomos seres de essência energética eterna (Espíritos) e estamos a ter múltiplas existências físicas e não-físicas simultâneas. A morte nunca é um problema pois, em termos maiores, não existe “morte”;
  • O conhecimento de que nunca estamos sozinhos neste multiverso. E que a Humanidade se tornará uma civilização notável, pacífica, inteligente e poderosa, apesar da falta de “evidências”;
  • Que não precisamos de passar pelo processo de evolução da maneira mais difícil. Que as civilizações extraterrestres nos ajudaram ao longo dos tempos;
  • Que tornar-se consciente desses factos aumenta a probabilidade de contacto aberto e directo com as suas civilizações;
  • Que temos capacidades multidimensionais que desconhecemos, por ignorância ou por negação;
  • Que somos aspectos do que nós, na Terra, chamamos “Deus”, experimentando-se através dos nossos olhos únicos.”

Nas quatro décadas da existência de Rahma, o grupo continuou a explorar as suas próprias verdades e a responder à sua crescente quantidade de conhecimento e experiências.

“Nós não afirmamos saber tudo, mas nós temos um pedaço do quebra-cabeça e outros indivíduos e grupos de todo o mundo, que não têm nada a ver com Rahma, estão a fazer actividades similares às nossas”, diz Infante.

“Eles estão a ter as suas próprias experiências e vêm com informações semelhantes, com peças diferentes deste quebra-cabeça cósmico”.

“Noutras palavras, esses grupos estão a corroborar o que entendemos pela nossa experiência, e estamos a fazer o mesmo para eles e, ao mesmo tempo, estamos a complementar-nos com as diferentes informações que cada um de nós está a trazer para o primeiro plano da consciência da Cumanidade.”

“No final, quanto mais conhecemos, menos sabemos. Mas agora a nossa passagem pela vida é mais clara e cheia de verdadeira luz e significado”.

Por Megan Frye

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