Conheça o médico que afirma que os fármacos estão a matar-nos. E não é o único

Dr. Peter Gotzsche, co-founder of the Cochrane Collaboration (the world’s most foremost body in assessing medical evidence), hopes to make clear this very problem. There is a reason why the most widely accessed article in the history of the Public Library of Science (PLoS) is entitled, Why Most Published Research Findings Are False. In the report, researchers stated that most current published research findings are false, and this was more than 10 years.
Dr. Peter Gotzsche, co-fundador da Cochrane Collaboration (a organização mais proeminante na avaliação de evidências médicas), espera tornar claro aqui a razão pela qual o artigo mais amplamente lido na história da Public Library of Science (PLoS ) se intitula “Resultados das pesquisas mais publicadas são falsos”. No relatório, os pesquisadores afirmam que a maioria dos resultados actuais de pesquisas publicados são falsos, e estamos a falar de à mais de 10 anos atrás.

Quando se trata da nossa saúde, tomar a palavra de uma pessoa como doutrina pode não ser a melhor ideia, sejam eles médicos ou não. O que uma pessoa realmente acredita ser o melhor rumo no tratamento de uma doença pode ser a algo que outra pessoa não recomendaria, dependendo de uma gama complexa de factores, incluindo onde e como eles foram educados e, em particular, quem financiou a educação. Na verdade, muitas preocupações foram levantadas sobre o uso de produtos farmacêuticos recomendados pela indústria, muitas vezes pelos próprios médicos que foram orientados para usá-los. Temos agora, para além disso, uma enorme quantidade de evidências para corroborar o que muitos destes profissionais têm vindo a tentar dizer-nos ao longo de décadas:

A profissão médica está sendo comprada pela indústria farmacêutica, não só em termos das práticas na medicina, mas também em termos de ensino e pesquisa. As instituições académicas estão a actuar como agentes a soldo da indústria farmacêutica. Eu acho que é uma vergonha.

– Arnold Seymour Relman (1923-2014), Professor de Medicina de Harvard e ex-editor-chefe do New England Journal  (Fonte)(Fonte)

Existe uma razão para o artigo mais amplamente lido na história da Public Library of Science (PLoS ) intitular-se “Resultados de pesquisas mais publicadas são falsos”. No relatório, os pesquisadores afirmam que a maioria dos resultados actuais de pesquisas publicados são falsos, e estamos a falar de à mais de 10 anos atrás.

O Dr. Peter Gotzsche, co-fundador da Cochrane Collaboration (a organização mais proeminente do mundo na avaliação das evidências médicas), espera tornar claro este problema. Ele está actualmente a trabalhar para informar o mundo sobre os perigos associados a vários medicamentos farmacêuticos. Com base na sua pesquisa, ele estima que 100.000 pessoas, nos Estados Unidos somente, morrem a cada ano devido aos efeitos colaterais dos medicamentos usados ​​correctamente, realçando que “é notável que ninguém tenha levantado uma sobrancelha quando matamos muitos dos nossos próprios cidadãos com fármacos”. Ele publicou um artigo no ano passado na revista Lancet argumentando que o uso de antidepressivos está a fazer mais mal do que bem, e tendo em consideração as  recentes divulgações sobre os fármacos antidepressivos, parece estar correcto.

O exemplo mais recente deste tipo de corrupção relativa aos antidepressivos, vem de um estudo que foi publicado na semana passada no British Medical Journal por pesquisadores do Centro Cochrane Nordic em Copenhaga. O estudo demonstrou que as empresas farmacêuticas não divulgaram todas as informações sobre os resultados de testes com fármacos:

[Este estudo] confirma que a dimensão efectiva dos danos causados por antidepressivos não é relatado. Eles não são relatados na literatura publicada, nós sabemos disso – e parece que eles não estão devidamente relatados nos relatórios de estudos clínicos  que vão para os reguladores são a base das decisões sobre o licenciamento.(fonte)

Os investigadores analisaram documentos de 70 diferentes estudos aleatórios controlados por placebo sobre inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS) e serotonina, e inibidores da recaptação de noradrenalina (IRSN), e descobriram que a extensão dos efeitos secundários graves reportada pelos relatórios de estudos clínicos foi substimada. Estes são os relatórios enviados para as principais autoridades de saúde como a Food and Drug Administration dos EUA.

Tamang Sharma, um estudante de Doutoramento em Cochrane e principal autor do estudo, disse:

Descobrimos que muitos dos apêndices muitas vezes só estão disponíveis mediante pedido, às autoridades, e as autoridades não os tinham requerido. Na verdade eu fiquei um pouco receoso sobre o quanto a realidade poderia ser má, se tivéssemos os dados completos. (fonte)

Esta não é a primeira vez que as companhias farmacêuticas têm tentado manipular a ciência, a fim de colocarem antidepressivos nas prateleiras. Foi à apenas um par de meses atrás que uma revisão independente descobriu que o vulgarmente prescrito antidepressivo Paxil (paroxetina) não é seguro para os adolescentes, apesar da grande quantidade de literatura que já havia sugerido isso anteriormente. O estudo de 2001 que foi financiado pela GlaxoSmithKline, descobriu que esses fármacos eram completamente seguros, e usou essa “ciência” para comercializar o Paxil, rotulando-o como seguro para os adolescentes.

As duas principais áreas de interessa da Götze são antidepressivos e “não-esteróides anti-inflamatórios” analgésicos como o ibuprofeno, Tylenol, celecoxib, e diclofenaco. O vioxx é outro, que foi efectivamente retirado depois de ter sido descoberto que causou mais de 100.000 casos de doença cardíaca grave nos Estados Unidos, durante os cinco anos que circulou no mercado.

De acordo com Gotzche, essas mortes são apenas a ponta do iceberg quando falamos do fracasso do processo de regulamentação de medicamentos para proteger os pacientes:

Estes termos para os nossos medicamentos são inventados pela indústria farmacêutica. Eles têm um enorme interesse financeiro em rotular essas coisas como anti-inflamatórias. Eles levaram os médicos a acreditar que esses fármacos, de alguma forma, também tinham um efeito sobre o processo da doença e reduzir os danos nas articulações.

No seu artigo, ele também destaca que os antidepressivos têm substituído os fármacos que foram identificados como prejudiciais, como o Valium e o Xanax, mas são tão viciantes e os seus efeitos colaterais tão perigosos como os anteriores.

Segundo o Professor Gotzche, aqui está uma lista de coisas que você quer evitar:

  • Antidepressivos, porque eles provavelmente não funcionam em casos graves de depressão
  • Todas os fármacos para crianças activos cerebralmente
  • Os antipsicóticos e outros medicamentos activos cerebralmente para idosos. As drogas psicotrópicas devem ser utilizadas tão pouco quanto possível, e principalmente em situações muito agudas, visto que são muito prejudiciais quando utilizadas durante períodos muito longos
  • Anti-inflamatórios não-esteróides usados ​​para a artrite, dores musculares e dores de cabeça, incluindo a utilização de ibuprofeno sem receita. Estes fármacos devem ser utilizados tão pouco quanto possível
  • mamografias de rastreio, uma vez que não prolongam a vida, e tornam muitas mulheres saudáveis em mulheres ​​doentse através de mais de exames de diagnóstico excessivos e levam à morte prematura para algumas, porque a radioterapia e a quimioterapia aumenta a mortalidade, quando utilizada para cancros inofensivos detectados no rastreio.
  • Medicamentos para a incontinência urinária, uma vez que muito provavelmente não funcionam

“As provas contra a ciência são simples: grande parte da literatura científica, talvez metade, pode ser simplesmente falsa. Estudos duvidosos com amostras de tamanho reduzido, efeitos reduzidos ou irrelevantes, análises exploratórias inválidas, e os conflitos flagrantes de interesse, juntamente com uma obsessão para perseguir as tendências da moda com relevância duvidosa, encaminharam a ciência de volta para a escuridão”- Dr. Richard Horton, actual editor-chefe da Lancet (fonte).

Aqui está um óptimo vídeo que eu partilho na maioria dos meus artigos que têm a ver com este tópico. É um vídeo do Dr. Peter Rost, o ex-vice-presidente da Pfizer e um delator da indústria farmacêutica. Autor de “O Delator, Confissões de um assassino a soldo da indústria farmacêutica”, Rost é um especialista numa posição privilegiada sobre o marketing das grandes farmacêuticas.

Fonte:  por 

6 thoughts on “Conheça o médico que afirma que os fármacos estão a matar-nos. E não é o único

  1. Nem 8 nem 80… os antidepressivos melhoram o sofrimento de muitas pessoas e evitam alguns casos de suicídio, tal como os anti-psicóticos… O VIOXX continua à venda na Europa sem problemas de maior desde que devidamente receitado, etc, etc – esta teoria de tudo contra a medicação é velha e não a lado nenhum para além de chamar a atenção dos efeitos secundários da medicação que são reais… e que deverão fazer perceber às pessoas para não tomarem certas drogas como ibuprofeno e outras de venda livre sem a opinião do médico de família que as conheça bem… qualquer medicamento tem sempre duas faces… e é por isso, também, que há médicos, que estão bem conscientes das pressões das Empresas de Medicamentos…

  2. Carlos Guerra, os antidepressivos não evitam o suicídio: essa teoria nunca foi confirmada: pelo contrário. O que se sabe hoje é que eles podem potenciar a ideação suicida ( principalmente entre os mais jovens), daí que venha esse aviso na bula; quanto a melhorarem o sofrimento muitos têm sido os investigadores a refutarem também essa premissa ( o estudo de Irvin Kirsh, por exemplo, aponta para cerca de 80% do efeito dos antidepressivos ser devido ao efeito placebo); além disso, há pessoas que ficam “presas” a um diagnóstico de depressão crónica porque sempre que tentam deixar esses medicamentos sentem os efeitos de ressaca( que muitos continuam a negar) e muitos médicos dizem-lhes que é da doença e que têm de voltar a tomá-los.

  3. Efetivamente assim é, alguns anos atrás foi-me diagnosticado uma depressão, foi receitado como é óbvio antidepressivos, o certo e que ao fim de pouco tempo comecei a ter ideias suicidas, pensei…mas o que é que está a acontecer comigo? tive o bom senso de ir ao médico e relatar-lhe o que me estava a acontecer, o que é certo é que o médico retirou logo esses medicamentos, receitou-me outros que produziram o efeito pretendido.

  4. Minha filha sofre de epilepsia e alguns transtornos do humor , a 3 anos ela esta fazendo uso de : Carbamazepina 200mg(3 pelamanha/2 a tarde/3 a noite, fenobarbital 50mg (1.5 a noite), quetiapina 100mg(2 manha/2 tarde/ 4 noite) e sertralina 50mg (3 pela manha). So vejo controle das crises convulsivas, enquanto que o humor esta constantemente em mudanca. Seria um exagero nas doses? O que aconteceria se ela ficasse apenas com os anti-convulsivantes? Fico muito preocupada porque todas as vezes que vai tomar aquele monte de comprimidos ela quase vomita. Ja falei com os medicos sobre suspender as medicacoes alem dos anti-convulsivantes, mas eles nao aceitam. O que devo fazer?

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