Físicos examinaram a Consciência e concluiram que o “Universo é Espiritual, Imaterial e Mental’

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Quando olhamos para o mundo estranho e louco da física quântica, pode ser difícil fazer sentido de algumas das coisas que os cientistas têm andado à observar ao longo dos anos:

“Nós escolhemos examinar um fenómeno que é impossível, absolutamente impossível de explicar de alguma forma clássica, e que contem em si o coração da mecânica quântica. Na realidade, ele contém o único mistério” Richard Feynman, um laureado com o Nobel do século XX. (Radin, Dean Mentes Entrelaçadas; Experiências extrasensoriais numa realidade Quântica, Nova Iorque, Paraview Pocket Books, 2006)

Uma coisa é certa, a “Consciência” ou os factores associados à Consciência (observação, medição, o pensamento e a intenção) têm uma correlação directa com o que consideram ser o nosso mundo material físico.

Max Plack, o físico que fundou a teoria quântica, considerava a Consciência como “fundamental” e a matéria como “derivada da Consciência“. Ele disse que “não podemos ficar atrás da Consciência. Tudo o que falamos, tudo o que nós consideramos como existente, postula a Consciência”.

Eugene Wigner, um físico e matemático disse ao mundo que “não é possível formular as leis da mecânica quântica de uma forma totalmente coerente sem referir a Consciência”.

R.C. Henry, Professor de Física e Astronomia da Universidade Johns Hopkins, disse que:

A conclusão fundamental da nova física é a de reconhecer que o observador cria a realidade. Como observadores, estamos pessoalmente envolvidos na criação da nossa própria realidade. Os físicos estão também a ser forçados a admitir que o Universo é uma construção “mental”. O físico pioneiro Sir James Jeans escreveu: “O fluxo do conhecimento está indo na direcção de uma realidade não-mecânica; o universo começa a parecer-se mais com um grande pensamento do que com uma grande máquina. A Mente já não parece ser um intruso acidental no reino da matéria, pelo que devemos antes venera-la como criadora e governadora do reino da matéria. Supere isso e aceite a conclusão indiscutível: O universo é imaterial-mental e espiritual”. (“O Universo Mental”, Nature, 436:29,2005)

Recentemente, cientistas australianos recriaran uma experiência que comprova que a realidade realmente não existe até que estamos medi-la, a observá-la, ou a ‘olhar’ para ela, pelo menos na escala da mecânica quântica. (Fonte)

Uma experiência publicada recentemente num artigo da revista Nature Communications, elaborada pelo Centro da Universidade de Griffith para a Dinâmica Quântica, liderados pelo professor Howard Wiseman e a sua equipa de pesquisadores da Universidade de Tóquio, confirmou o que Einstein não acreditava ser real: o não colapso local da função de onda de uma partícula. É o entrelaçamento quântico, e que basicamente sugere que o espaço é apenas a construção que nos dá a ilusão de separação. (Fonte) (Fonte)

Todos esses achados dentro da física quântica levaram à sugestão de que a “Consciência cria a realidade”. Ou seja, os factores associados à Consciência, como a medição, estão de alguma forma envolvidos com o nosso mundo material.

“A Consciência cria a realidade”

A experiência da dupla fenda dupla quântica é uma experiência muito popular usada para examinar como a Consciência e o nosso mundo material e físico estão interligados. É um grande exemplo que documenta como os factores associados à Consciência e ao nosso mundo material e físico estão ligados de alguma forma.

Uma revelação potencial desta experiência é a de que “o observador cria a realidade”. Um artigo publicado na revista científica Physics Essays, da autoria de Dean Radin, explica como esta experiência foi utilizada várias vezes para explorar o papel da Consciência na formação a natureza da realidade física. (Fonte)

Nesta experiência, um sistema óptico de dupla fenda foi utilizado para testar o possível papel da Consciência no colapso da função da onda quântica. A proporção de fenda espectral de potência do dobro do padrão de interferência à sua única potência espectral de fenda, foi prevista diminuir quando atenção estava voltada para a dupla fenda, em comparação com o que acontecia quando estava longe dela. O estudo constatou que os factores associados à Consciência tinham “significativas” e previsíveis correlações com as perturbações no padrão duplo de interferência da fenda. (Fonte)

A observação não só perturba o que tem de ser medido, como ela o produz. Nós obrigamos o electrão a assumir uma posição definitiva. Nós mesmos produzimos os resultados da medição.(Fonte)

Embora esta seja uma das experiências mais populares usadas para postular a conexão entre a Consciência e a realidade física, existem vários outros estudos que mostram claramente que a Consciência, ou os factores que estão associados à Consciência estão directamente correlacionados com a nossa realidade de alguma forma. Uma série de experiências no campo da parapsicologia também têm demonstrado isso.

Mas é claro, nós podemos não entender a extensão desta ligação e, na maioria dos casos, os cientistas não conseguem sequer explicar. No entanto elas são, e têm sido, observadas vezes sem conta.

Aqui está uma demonstração em vídeo no filme “What The Bleep Do We Know”.

A Experiência da Escolha Retardada

Assim como a experiência da dupla fenda ilustra como os factores associados à Consciência colapsam a função de onda quântica (um pedaço de matéria existente em vários estados potenciais) num único pedaço de matéria com propriedades físicas definidas (não mais uma onda, mas todos os estados potenciais colapsam num só), a experiência da escolha retardada ilustra como aquilo que acontece no presente pode mudar o que acontece (eu) no passado, e mostra-nos mais como os factores associados à Consciência podem ser interligados com o nosso mundo material e físico. Também mostra como o tempo pode ir para trás, como causas e efeitos podem ser invertidos, e como o futuro causou o passado.

Tal como a experiência da dupla fenda quântica, a adiada escolha / atraso quântico foi demonstrada e repetida vezes sem conta. Por exemplo, os físicos da Universidade Nacional Australiana (ANU) realizaram a experiência de pensamento e escolha retardada de John Wheeler, e os resultados foram recentemente publicados na revista Nature Physics. (Fonte)

Em 2007 (Science 315, 966, 2007), os cientistas na França dispararam fotões contra um aparelho e mostraram que suas acções poderiam retroativamente mudar algo que já tinha acontecido.

“Se tentarmos atribuir um significado objectivo para o estado quântico de um único sistema, paradoxos curiosos surgem: os efeitos quânticos imitam não só a acção à distância instantânea, mas também, como visto aqui, a influência das acções futuras sobre acontecimentos passados, mesmo após estes eventos serem irrevogavelmente gravados”- Asher Peres, pioneiro na teoria quântica da informação (Fonte) (Fonte) (Fonte)

A lista continua, literalmente, a crescer e foi levada para a frente por John Wheeler, em 1978, e é por isso que eu vou terminar este artigo com a sua explicação da experiência da escolha retardada. Ele acreditava que esta experiência era melhor explicada numa escala cósmica.

Explicação à Escala Cósmica

Ele pede-nos para imaginar uma estrela que emite um fotão à biliões de anos atrás, indo na direcção do planeta Terra. No meio, há uma galáxia. Como resultado do que é conhecido como “lente gravitacional”, a luz terá que dobrar em redor da galáxia, a fim de chegar à Terra, e por isso tem que tomar um de dois caminhos, ir para a esquerda ou para a direita. Milhares de milhões de anos mais tarde, se alguém decide criar um aparelho para “captar” o fotão, o padrão resultante seria (como explicado acima na experiência da dupla fenda) um padrão de interferência. Isso demonstra que o fotão tomou um caminho, mas que tomou o outro também.

Pode-se também optar por “espiar” os fotões de entrada e criar de um telescópio em cada lado da galáxia para determinar por qual lado o fotão foi para chegar à Terra. O próprio acto de medir ou “ver” o caminho por onde o fotão chega, significa que ele só pode vir de um dos lados. O padrão não será mais um padrão de interferência representando várias possibilidades, mas um padrão de movimento único mostrando “um” caminho.

O que é que isto significa? Isto significa que, por nós escolhermos medir o “agora”, afectamos a direcção que o fotão tomou à biliões de anos atrás. A nossa escolha no momento presente afectou  o que já tinha acontecido no passado….

Isto não faz absolutamente nenhum sentido, o que é um fenómeno comum quando se trata de física quântica. Independentemente da nossa capacidade de fazer com que tenha um sentido, é real.

Esta experiência também sugere que o entrelaçamento quântico (que também foi validado, leia mais sobre isso aqui) existe independentemente do tempo. Significa que dois pedaços de matéria podem realmente estar entrelaçados, novamente, no tempo.

O tempo como o medimos e o conhecemos, não existe realmente.

Um pouco mais sobre a Ciência da Intenção

Em 1984, um estudo foi realizado em três diferentes encontros de mais de 7000 pessoas que fizeram a meditação cada manhã e à noite durante três semanas consecutivas. O estudo foi realizado em Fairfield, Iowa (17 de Dezembro de 1983, 06 de Janeiro de 1984), Haia, Holanda (21 de Dezembro de 1984-Janeiro 13, 1985) e Washington, DC (1 de Julho a 10 de Julho de 1985). Os resultados levaram a um alargar dos horizontes. A análise do “Tempo continuado” foi utilizada neste estudo para descartar as possibilidades de que a redução do terrorismo global fosse causada por tendências pré-existentes, desvios nos dados ou ciclos.

Alguns cientistas acreditam que isso é devido à ressonância coerente que é criada no Campo Quântico Unificado por aqueles que meditam.

As 7.000 pessoas a meditar criaram um efeito de campo de coerência harmonioso que se difundiu por todo o colectivo e que, acredita-se, ajudou a reduzir os actos de terrorismo.

Este efeito é chamado de “Efeito Maharishi”, e tem mais de 600 estudos científicos realizados em 33 países e em mais de 250 instituições de pesquisa independentes. A evidência esmagadora correlaciona a oração em grupo sincronizada e a meditação com benefícios sociais, políticos e económicos para o mundo. Correlações positivas com inúmeros benefícios para a saúde do indivíduo também foram observadas e confirmadas.

Hoje, este tipo de energia está a ser calculada pelo Projecto Global Consciousness (GCP), cuja casa é o Instituto de Ciências Noéticas. Esta iniciativa tem vindo a recolher dados ao longo mais de 15 anos, em até 70 locais por todo o mundo, usando geradores de números aleatórios. A evidência sugere que há um campo unificador da Consciência descrito por sábios de quase todas as culturas e é muito fascinante, sendo que poderá ler mais sobre isso em alguns dos artigos listados abaixo.

Grandes eventos mundiais, como o 11 de Setembro, o terramoto do Nepal (2015), meditações mundiais (2015), e outras mais, foram registados pelo GCP, e mostraram que a sincronização dos geradores de números aleatórios ocorreu quando os pensamentos, emoções e as intenções de muitas pessoas por todo o mundo estavam sincronizados.

Existem vários exemplos que produziram resultados estatisticamente significativos quando se trata de medir os efeitos da intenção humana no nosso mundo material e físico, e temos escrito sobre isso em profundidade em vários artigos. Para saber mais informações sobre isto, sinta-se livre de percorrer a lista selecionada abaixo. Para além disso, para uma lista seleccionada de artigos em periódicos, com revisão pelos pares, sobre fenómenos psíquicos, publicados principalmente no século 21, você pode clicar aqui.

10 Estudos científicos que demonstram que a Consciência e o nosso mundo material e físico estão entrelaçados

A Consciência cria a realidade – “Os físicos admitem o universo é imaterial, mental e espiritual”

A Mente sobre a Matéria: Cientistas russos e de Princeton revelam o segredo da aura humana e das intenções

Cientistas proeminentes reúnem-se para destacar que:  “A Matéria” NÃO É A Única Realidade”

Estudo fascinante mostra como a intenção humana pode ajudar a curar os pacientes com cancro

Células cerebrais observadas em laboratório enquanto pensamentos e sentimentos são direcionados para elas

Monges budistas abençoam chá com boas intenções – Eis o que aconteceu

Cientistas descobrem evidências notáveis ​​de telepatia nos sonhos

O efeito Placebo: transformando a biologia com crenças

Estudo científico mostra que meditadores colapsam sistemas quânticos remotamente

O que a ciência nos diz sobre a inteligência intuitiva do coração

Como podemos incorporar estas informações nas nossas vidas e usar a Consciência para transformar o mundo

A mudança requer acção, mas o lugar de onde essa acção provém é mais importante.

A ciência dos dias de hoje, em particular a física quântica, vem acompanhando o misticismo e os conceitos que estão ou estavam profundamente enraizados, em várias culturas do mundo antigo. Um excelente exemplo disso é o facto de que tudo é energia e nada é sólido. Você pode ler mais sobre isso aqui:

“Nós somos o que pensamos, tudo o que nós somos criamos com os nossos pensamentos, e com os nossos pensamentos, fazemos o mundo.”- Gautama Buddha

“Em termos gerais, embora hajam algumas diferenças, acho que a filosofia budista e a Mecânica Quântica podem apertar mãos no que diz respeito à sua visão do mundo. Podemos ver, nestes óptimos exemplos, os frutos do pensamento humano. Independentemente da admiração que sentimos por esses grandes pensadores, não devemos perder de vista o facto de serem seres humanos, tal como nós.”- Dalai Lama (Fonte)

Um grande exemplo deste encontro entre a física quântica e a sabedoria antiga, pode ser constatado no facto de Nikola Tesla ter sido influenciado pela filosofia védica ao elaborar as suas teorias sobre a energia de ponto zero. Você pode ler mais sobre isso aqui.

Então, porque é que isso é relevante? É relevante porque a nova física, tal como mencionado acima, está a convergir para o facto de que é o observador que molda a realidade. A forma como pensamos e percepcionamos as coisas pode ser responsável, e desempenhar um papel vital, na construção física que observamos ao nosso redor.

“Nenhum problema pode ser resolvido recorrendo ao mesmo nível de consciência que o criou.” – Autor Desconhecido

Se olharmos para o mundo e o examinarmos como um todo, o que é que vemos? Como é que o percepcionamos? Actualmente, as massas percepcionam isso pelo estabelecido socialmente, que é o nascer, ir à escola, pagar as contas, criar uma família e encontrar um “trabalho”, dentro do paradigma actual em que estão ancoradas. Não é a nossa intenção fazer juízos de valor aqui, mas muitas pessoas no planeta não se revêm nisso. Elas querem mudanças. Estamos, de forma redundante, a percepcionar a nossa realidade dessa forma há já muito tempo, com pouca informação sobre o que realmente acontece no nosso planeta. É quase como se fossemos drones robotizados que são treinados e programados com uma lavagem cerebral para aceitarmos as coisas como elas são. Para não questionarmos o que está a acontecer no nosso mundo e prolongarmos o status quo, apenas cuidando de nós mesmos e das nossas próprias vidas. Como diz Noam Chomsky, o nosso consentimento foi fabricado. Se continuarmos por este caminho e continuamos a percepcionar e a ver a realidade através da perspectiva do “isto é exactamente como é” nós, essencialmente, prolongaremos esse tipo de existência e de experiência para a civilização Humana, sem nunca as mudarmos.

A fim de criarmos e manifestarmos uma nova realidade para nós mesmos, os nossos padrões de pensamento e a forma como percepcionamos a realidade devem mudar. O que muda a forma como percepcionamos a realidade? A informação. Quando surge uma nova informação, ela muda a forma como olhamos as coisas e, em resultado disso, a nossa realidade muda, e começamos a manifestar uma nova experiência e a abrirmos as nossas mentes para uma visão mais ampla da realidade. Digamos que não podemos manifestar uma nova forma física num piscar de olhos, que não somos capazes de fazer isso, mas parece ser algo que leva o seu tempo, algo gradual, algo que não entendemos bem ainda.

O que também é importante em relação aos ensinamentos da nova física é que, se os factores da Consciência estão associados à criação da nossa realidade, isso significa que a mudança começa interiormente. Começa com o modo como observamos o mundo exterior a partir do nosso mundo interior. Isso toca no ponto anterior, sobre a forma como percepcionamos a nossa realidade. A nossa percepção do mundo externo pode muito bem ser um reflexo do nosso mundo interior, do nosso estado interior de Ser. Então, pergunte a si mesmo, você está feliz? Você observa, percepciona e actua a partir de um lugar de Amor? A partir de uma perspectiva de ódio ou raiva? Dum lugar de Paz? Todos esses factores estão associados à nossa Consciência, à nossa observação, e quem está a fazer a “observação” pode desempenhar um papel importante no tipo de mundo físico que a civilização humana manifesta. O que é que acha?

Nós somos realmente os observadores, e podemos criar padrões de mudança e de disrupção para abrirmos novas possibilidades, mudarmos a nossa direcção, através processo de observar os outros e o mundo que nos rodeia.

Eu acredito que a civilização humana está no processo de despertar para uma série de coisas diferentes, simultaneamente. Em resultado disso, a forma como percepcionamos e “observamos” o mundo ao nosso redor (em grande escala) está a começar a mudar drasticamente. Então, se quiser ajudar a mudar o mundo, mude a forma como olha para as coisas, e as coisas para as quais olha mudarão.

“Não há nada de novo para ser descoberto na física agora. Tudo o que resta são medidas cada vez mais precisas”.

Esta declaração (declaração de visão de mundo) foi feita por Lord Kelvin em 1900, que foi destruída apenas cinco anos depois, quando Einstein publicou o seu artigo sobre a relatividade específica. As novas teorias propostas por Einstein desafiaram a compreensão e visão estabelecida (dessa altura). Isso forçou a comunidade científica a abrir-se para uma visão alternativa da verdadeira natureza da nossa realidade. Esse foi um grande exemplo de como as coisas que outrora foram consideradas verdade, mudaram.

“As declarações de Lord Kelvin revelam a voz dos paradigmas passados… Sabíamos que a Terra era plana, sabíamos que éramos o centro do Universo, e nós sabíamos que uma máquina feita pelo Homem mais pesada do que o ar não podia sair do chão. Através de todas as etapas da história Humana, as autoridades intelectuais pronunciaram a sua supremacia ao ridicularizarem ou suprimirem elementos da realidade que simplesmente não se enquadravam no quadro do conhecimento aceite. As coisas estão realmente diferentes hoje em dia? Nós realmente mudamos a nossa aceitação daquilo que não se encaixa na realidade consensual? Talvez existam conceitos acerca da nossa realidade que ainda temos de entender e, se abrimos a nossa perspectiva, talvez vejamos que algo de significativo foi negligenciado.”- Terje Toftenes (The Day Before Disclosure)

Uma coisa é clara. A ‘Matéria’ não é a única realidade.

“O dia em que a Ciência começar a estudar os fenômenos não-físicos vai fazer mais progresso numa década do que em todos os séculos anteriores da sua existência”. – Nikola Tesla

Um grupo de cientistas internacionalmente reconhecidos uniram-se para enfatizar a importância do que ainda é vulgarmente esquecido pela comunidade científica dominante – o facto de que a matéria (protões, electrões, fotões, qualquer coisa que tenha massa) não é a única realidade.

Desejamos compreender a natureza da nossa realidade, mas como podemos fazê-lo se examinarmos continuamente apenas os sistemas físicos? E o papel dos sistemas não físicos, como a Consciência ou a sua interacção com os sistemas físicos (matéria)?

Felizmente, alguns cientistas estão a estudar os sistemas não físicos, e a experiência da dupla fenda é um excelente exemplo disso. Pode ler mais sobre isso aqui. Num artigo publicado por Dean Radin, PhD, no jornal Physics Essays, e revisto pelos pares, explica como essa experiência foi usada várias vezes para explorar o papel da Consciência na formação da natureza da realidade física. (Fonte)

“Apesar do sucesso empírico incomparável da teoria quântica, a própria sugestão de que ela pode ser literalmente verdade, como uma descrição da natureza, ainda é recebida com cinismo, incompreensão e até raiva.” (T. Folger, “Quantum Shmantum”; Discover 22:37 -43, 2001)

Apenas para reiterar, na viragem do século XIX, os físicos começaram a explorar a relação entre energia e a estrutura da matéria. Ao fazê-lo, a crença de que um universo material, newtoniano, que era o coração do saber científico, caiu, e a percepção de que a matéria não é senão uma ilusão substituiu-a. Os cientistas começaram a reconhecer que tudo no Universo é feito de energia. Isso tem sido conhecido na comunidade científica já desde há mais de cem anos.

“Eu considero a Consciência como fundamental. Considero a matéria como derivada da Consciência. Não podemos ficar atrás da Consciência. Tudo sobre o que falamos, tudo o que consideramos existente, postula a consciência. “- Max Planck, físico teórico que criou a teoria quântica e que lhe valeu o Prémio Nobel da Física em 1918.

Estamos a falar sobre o que é conhecido como a Ciência pós-materialista, e os pontos abaixo resumem o problema de não reconhecer e examinar fenómenos que ultrapassam as fronteiras do mundo material físico. Esses pontos foram co-escritos pelo Dr. Gary Schwartz, professor de psicologia, medicina, neurologia, psiquiatria e cirurgia na Universidade do Arizona, Mario Beauregard, PhD, da Universidade do Arizona, e Lisa Miller, PhD, da Universidade de Columbia. Foi apresentado numa cúpula internacional sobre Ciência pós-materialista, espiritualidade e sociedade. Eles (e centenas de outros cientistas) chegaram às seguintes conclusões:

  1. A visão de mundo científica moderna é predominantemente baseada em pressupostos que estão intimamente associados à física clássica. O materialismo – a ideia de que a matéria é a única realidade – é um desses pressupostos. Uma suposição relacionada é o reducionismo, a noção de que as coisas complexas podem ser entendidas, reduzindo-as às interações das suas partes ou a coisas mais simples ou mais fundamentais, como pequenas partículas de matéria.
  2. Durante o século XIX, essas suposições estreitaram-se, transformaram-se em dogmas e juntaram-se a um sistema de crenças ideológicas que passou a ser conhecido como “materialismo científico”. Esse sistema de crença implica que a mente não passa de actividade física do cérebro, e que os nossos pensamentos não podem ter qualquer efeito sobre os nossos cérebros e corpos, ou sobre as nossas ações e o mundo físico.
  3. A ideologia do materialismo científico tornou-se dominante no meio académico durante o século XX. Tão dominante que a maioria dos cientistas começou a acreditar que se baseava em evidências empíricas estabelecidas e representava a única visão racional do mundo.
  4. Os métodos científicos baseados na filosofia materialista têm sido altamente bem-sucedidos, não só aumentando a nossa compreensão da natureza, mas também trazendo um maior controlo e liberdade através dos avanços tecnológicos.
  5. No entanto, o domínio quase absoluto do materialismo no mundo académico limitou severamente as ciências e dificultou o desenvolvimento do estudo científico da mente e da espiritualidade. A fé nessa ideologia, como um quadro explicativo exclusivo para a realidade, obrigou os cientistas a negligenciarem a dimensão subjectiva da experiência humana. Isso levou a uma compreensão severamente distorcida e empobrecida de nós mesmos e do nosso lugar na natureza.
  6. A Ciência é, antes de mais, um método não-dogmático e aberto de adquirir conhecimento sobre a natureza através da observação, investigação experimental e explicação teórica dos fenômenos. A sua metodologia não é sinónimo de materialismo e não deve estar comprometida com nenhuma crença, dogma ou ideologia em particular.
  7. No final do século XIX, os físicos descobriram fenómenos empíricos que não poderiam ser explicados pela física clássica. Isso levou ao desenvolvimento, durante a década de 1920 e início dos anos 1930, dum novo ramo revolucionário da física chamado de mecânica quântica (MC). A MC questionou as bases materiais do mundo evidenciando que os átomos e as partículas subatómicas não são objectos verdadeiramente sólidos – eles não existem com certeza em locais espaciais definidos e tempos definidos. Mais importante ainda, a MC explicitamente introduziu a mente na sua estrutura conceptual básica, uma vez que se descobriu que as partículas que estão a ser observadas e o observador – o mundo físico e o método utilizado para a observação – estão vinculados. De acordo com uma interpretação do MC, esse fenómeno implica que a Consciência do observador é vital para a existência dos eventos físicos que estão a ser observados e que os eventos mentais podem afetar o mundo físico. Os resultados de experiências recentes apoiam esta interpretação. Esses resultados sugerem que o mundo físico não é mais o componente primário ou único da realidade, e que não pode ser totalmente compreendido sem fazer referência à mente.
  8. Estudos psicológicos mostraram que a actividade mental consciente pode influenciar causalmente o comportamento, e que o valor explicativo e preditivo dos factores agenciais (por exemplo as crenças, objectivos, desejos e expectativas) é muito elevado. Para além disso, a pesquisa em psiconeuroimunologia indica que os nossos pensamentos e emoções podem afetar de forma marcante a actividade dos sistemas fisiológicos (por exemplo o sistema imune, endócrino, cardiovascular) associado ao cérebro. Noutros aspectos, os estudos de neuroimagem de auto-regulação emocional, psicoterapia e efeito placebo demonstram que os eventos mentais influenciam significativamente a actividade do cérebro.
  9. Estudos dos chamados “fenómenos psi” indicam que às vezes podemos receber informações significativas sem o uso dos sentidos comuns, e de formas que transcendem as restrições habituais de tempo e espaço. Para além disso, a pesquisa psi demonstra que podemos influenciar mentalmente – à distância – dispositivos físicos e organismos vivos (incluindo outros seres Humanos). A pesquisa Psi também mostra que as mentes distantes espacialmente podem comportar-se de formas que estão correlacionadas de forma não local ou seja, as correlações entre mentes distantes são hipotetizadas para serem não mediadas (elas não estão ligadas a nenhum sinal energético conhecido), não são mitigadas (elas não se degradam com o aumento da distância) e são imediatas (parecem ser simultâneas). Esses eventos são tão comuns que não podem ser vistos como anómalos nem como excepções às leis naturais, mas como indícios da necessidade de um quadro explicativo mais amplo que não possa ser baseado exclusivamente no materialismo.
  10. A actividade mental consciente pode ser vivida na morte clínica durante uma paragem cardíaca (isto é o que foi chamado de “experiência de quase-morte” [NDE]). Algumas experiências de quase morte (EQM) relataram percepções verídicas fora do corpo (ou seja, percepções que podem ser comprovadas para coincidirem com a realidade) que ocorreram durante a paragem cardíaca. Nas EQM também são relatadas profundas experiências espirituais durante EQM’s desencadeadas por paragens cardíacas. Vale a pena destacar que a actividade eléctrica do cérebro cessa alguns segundos após uma paragem cardíaca.
  11. Experiências laboratoriais controladas documentaram que pessoas com competências psíquicas reconhecidas (pessoas que afirmam que poder comunicar-se com as mentes das pessoas que morreram fisicamente) às vezes podem obter informações altamente precisas sobre indivíduos falecidos. Isso ajuda ainda a concluir que a mente pode existir separadamente do cérebro.
  12. Alguns cientistas e filósofos, culturalmente inclinados, recusam-se a reconhecer esses fenómenos porque não são consistentes com a sua concepção exclusiva do mundo. O rejeição da investigação pós-materialista da natureza ou a recusa em publicar conclusões científicas fortes que apoiem um quadro pós-materialista são antitéticas e contra o verdadeiro espírito da investigação científica, que é a de que os dados empíricos devem sempre ser adequadamente tratados. Os dados que não correspondem a teorias e crenças favorecidas não podem ser descartados à priori. Esse filtro é do domínio da ideologia, e não da Ciência.
  13. É importante perceber que os fenómenos psi, as EQM de paragem cardíaca e as evidências replicáveis de indivíduos com capacidades psíquicas fiáveis, parecem anómalos somente quando vistos através da lente do materialismo.
  14. Para lém disso, as teorias materialistas não conseguem esclarecer como é que o cérebro pode criar a mente, e elas são incapazes de explicar as evidências empíricas aludidas neste manifesto. Este fracasso diz-nos que agora é hora de libertarmo-nos dos grilhões e das palas da antiga ideologia materialista, de ampliarmos o nosso conceito do mundo natural e abraçarmos um paradigma pós-materialista.
  15. De acordo com o paradigma pós-materialista:
  16. A) A mente representa um aspecto da realidade tão primordial como o mundo físico. A mente é fundamental no Universo, isto é, não pode ser derivada da matéria e reduzida a qualquer coisa mais básica.
  17. B) Existe uma interconectividade profunda entre a mente e o mundo físico.
  18. C) A mente (vontade / intenção) pode influenciar o estado do mundo físico e operar de forma não local (ou estendida), ou seja, não se limita a pontos específicos no espaço, como os cérebros ou corpos, nem a pontos específicos no tempo, como o presente. Uma vez que a mente possa influenciar de forma não exclusiva o mundo físico, as intenções, emoções e desejos de um investigador podem não estar completamente isoladas dos resultados experimentais, mesmo em projectos experimentais controlados e estudos cegos.
  19. D) As mentes são aparentemente ilimitadas, e podem unir-se de formas que sugerem uma unidade, uma mente que inclui todas as mentes individuais.
  20. E) As EQMs de paragem cardíaca sugerem que o cérebro age como um transmissor de actividade mental, ou seja, a mente pode trabalhar através do cérebro, mas não é produzida por ele. As EQMs que decorrem de paragem cardíaca, juntamente com as evidências observadas em indivíduos com competências psíquicas, sugerem ainda a sobrevivência da Consciência após a morte corporal e a existência de outros níveis de realidade que não são físicos.
  21. F) Os cientistas não devem ter medo de investigar a espiritualidade e as experiências espirituais, uma vez que representam um aspecto central da existência Humana.
  22. A Ciência pós-materialista não rejeita as observações empíricas e o grande valor das realizações científicas realizadas até agora. Procura expandir a capacidade humana para entender melhor as maravilhas da natureza e, no processo, redescobrir a importância da mente e do espírito como parte do tecido central do Universo. O pós-materialismo é inclusivo da matéria, que é visto como um componente básico do Universo.
  23. O paradigma pós-materialista tem implicações de longo alcance. Ele altera fundamentalmente a visão que temos de nós mesmos, resgatando a nossa dignidade e o nosso poder, como seres humanos e como cientistas. Este paradigma promove valores positivos como a compaixão, o respeito e a paz. Ao enfatizar uma conexão profunda entre nós e a natureza em geral, o paradigma pós-materialista também promove a consciencialização ambiental e a preservação da nossa biosfera. Para além disso, não é novo, mas apenas foi esquecido durante quatrocentos anos, e é uma compreensão transmaterial que, quando vivida, pode ser a pedra angular da saúde e do bem-estar, tal como foi mantida e preservada nas antigas práticas de mente-corpo-espírito, tradições religiosas e abordagens contemplativas.
  24. A mudança da Ciência materialista para a ciência pós-materialista pode ser de vital importância para a evolução da civilização Humana. Pode ser ainda mais fundamental do que a transição do geocentrismo para o heliocentrismo.

* Este Manifesto para uma Ciência Pós-materialista foi preparado por Mario Beauregard, PhD (Universidade do Arizona), Gary E. Schwartz, PhD (Universidade do Arizona) e Lisa Miller, PhD (Universidade de Columbia), em colaboração com Larry Dossey, MD, Alexander Moreira-Almeida, MD, PhD, Marilyn Schlitz, PhD, Rupert Sheldrake, PhD e Charles Tart, PhD.

** Para mais informações, entre em contacto com o Dr. Mario Beauregard, do Laboratório de Avanços em Consciência e Saúde, Departamento de Psicologia, Universidade do Arizona, Tucson, EUA. E-mail: mariobeauregard@email.arizona.edu

**** O Relatório de síntese da Cimeira Internacional sobre Ciência, Espiritualidade e Sociedade pós-materialista pode ser descarregado aqui: Cimeira Internacional sobre Ciência Pós-Materialista: Relatório de Resumo (PDF).

***** Fonte: Http://www.opensciences.org/about/manifesto-for-a-post-materialist-science

Fonte: Collective Evolution

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