Estudo chocante: Os países com maiores taxas de vacinação têm maiores taxas de mortalidade infantil também

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Os países ricos que exigem o maior número de vacinas para crianças com idade inferior a 1 ano e também têm as mais altas taxas de mortalidade nessa faixa etária, de acordo com um estudo realizado por um cientista independente de computação e pesquisador do Think Twice Global Vaccine Institute, e publicado na revista Human & Experimental Toxicology em 2011.

O estudo resultou do reconhecimento de que, enquanto o esquema vacinal dos EUA pede mais doses de vacina do que qualquer outro país, os Estados Unidos ainda ocupam o 34º lugar entre os países com maior taxa de mortalidade infantil.

Para os propósitos do estudo, os investigadores definiram uma “dose de vacina” como a “quantidade exacta de medicamento ou fármaco a ser administrado”. Dessa forma, as vacinas triplas, como DTPa (Tríplice Bacteriana Acelular) ou MMR (Tríplice Viral) são cada uma consideradas três doses de vacina, uma vez que os três fármacos são administrados ao mesmo tempo.

O esquema vacinal dos EUA pede 26 doses de vacinas antes do 1 ano de idade.

Mais vacinação, mais mortalidade infantil

Os pesquisadores compilaram as taxas de mortalidade infantil (TMI) para os primeiros 34 países do mundo. Quatro dos países – Andorra, Liechtenstein, Mónaco e São Marino – tiveram tão poucas mortes infantis (menos de cinco) que as suas TMI foram consideradas estatisticamente pouco fiáveis, pelo que estes países foram excluídos da análise.

Para os restantes 30 países um maior número de doses de vacinas necessárias estava associado a uma maior TMI – refutando o argumento de que um maior número de vacinas melhora a saúde infantil.

Na verdade, a maioria das vacinas recomendadas para crianças com menos de 1 ano de idade não se destinam a prevenir doenças que são perigosas nessa faixa etária. Em vez disso, a política de vacinas nos EUA enfatiza a vacinação de crianças desde a mais tenra idade possível, inclusive contra doenças que são apenas perigosas mais tarde na vida.

Os países foram divididos em cinco grupos diferentes, dependendo de quantas doses de vacinas necessitam para crianças menores de 1 ano de idade: 12-14 doses, 15-17 doses, 18-20 doses, 21-23 doses e 24-26 doses. Os pesquisadores descobriram que os países dos grupos de 12-14 doses tinham significativamente melhores TMI (menor) do que os países das 21-23 ou 24-26 doses.

O que está a causar essas mortes?

Os pesquisadores notaram que muitos factores contribuem para TMI, e é considerado um dos indicadores de saúde pública mais importantes dum país. Os países pobres tendem a ter altas TMI por causa da ausência ou má distribuição dos serviços básicos de saúde e infraestruturas, incluindo o saneamento. As doenças infecciosas tendem a ser mais comuns nesses países, principalmente por causa dessa mesma infraestrutura precária de saúde e má nutrição.

Nos países mais ricos, no entanto – como analisado no presente estudo – os factores que contribuem para a TMI pode ser menos claros. Por exemplo, os Estados Unidos tiveram um aumento nos nascimentos prematuros entre 1990 e 2006, mas este aumento não é suficiente para explicar a invulgarmente elevada TMI do país, para uma nação rica.

“Parece que num certo estádio da ascensão das nações na escala económica, após as necessidades básicas da sobrevivência infantil (nutrição adequada, saneamento, água limpa e de acesso aos cuidados de saúde) serem cumpridos -uma relação sócio-económica contra-intuitiva ocorre entre o número de vacinas dadas às crianças e as taxas de mortalidade infantil: as nações com taxas de mortalidade infantis mais elevadas dão aos seus filhos, em média, mais doses de vacina”, escreveram os pesquisadores.

“Isto… leva a uma questão importante: estarão algumas mortes infantis associadas ao excesso de vacinação?”

Os pesquisadores observam que, mesmo nos países mais pobres, altos níveis de vacinação não parecem associados a uma boa TMI. Por exemplo, a Gâmbia requer 22 doses de vacinas antes do 1 ano de idade, e tem uma taxa de cumprimento nas vacinas de 91-97 %, mas ainda assim tem uma TMI de 68,8%. A Mongólia também requer 22 doses, com uma taxa de cumprimento de 95-98%, mas ainda assim tem uma TMI de 39,9%.

“Estes exemplos parecem confirmar que TMI permanecerá alta em países que não podem fornecer água limpa, nutrição adequada, melhor saneamento, e um melhor acesso aos cuidados de saúde”, os pesquisadores notaram.

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