Estudo conclui que a vacina da tríplice bacteriana aumenta a mortalidade em lactentes, 5 a 10 vezes mais em comparação com lactentes não vacinados

Durante muitos anos os defensores da saúde pública apelaram em vão ao CDC [Centro para o controlo de Doenças dos EUA] e à Organização Mundial de Saúde para realizarem estudos que comparassem as populações vacinadas versus as não vacinadas para medirem os resultados globais de saúde. Agora, uma equipa de cientistas escandinavos realizou um estudo deste tipo e os resultados são alarmantes. Esse estudo, financiado em parte pelo governo dinamarquês e liderado pelo Dr. Soren Wengel Mogensen, foi publicado em Janeiro na EBioMedicine. Mogensen e a sua equipa de cientistas descobriram que as crianças africanas inoculadas com a vacina DTP (difteria, tétano e tosse convulsa), durante o início dos anos 80, tiveram uma mortalidade entre 5 e 10 vezes maior do que a dos seus pares não vacinados.

Os dados sugerem que, embora a vacina tenha protegido contra a infecção dessas três bactérias, torna as crianças mais susceptíveis a morrerem de outras causas.

Os cientistas chamam o estudo de “experiência natural”, já que um sistema de vacinação baseado em aniversários empregue pelo Projecto de Saúde Bandim (BHP) na Guiné-Bissau, na África Ocidental teve o efeito de criar uma coorte vacinada e um grupo controlo não vacinado similarmente situado. No período de tempo coberto por este estudo, a Guiné-Bissau tinha taxas de mortalidade infantil de 50% para crianças até aos cinco anos de idade. A partir de 1978, os profissionais de saúde da BHP contactaram as mães grávidas e encorajaram-nas a visitarem as sessões de pesagem infantil fornecidas por uma equipa BHP três meses após o nascimento do filho. A partir de 1981, a BHP ofereceu vacinas nas sessões de pesagem. Uma vez que as vacinas DPT e OPV (polio oral) foram oferecidas somente a crianças com pelo menos três meses de idade nas sessões de pesagem, os aniversários aleatórios das crianças permitiram a análise de óbitos entre os 3 e 5 meses de idade, dependendo do status da vacinação. Assim, por exemplo, uma criança nascida a 1 de Janeiro e pesada a 1 de Abril seria vacinada, mas uma criança nascida no dia 1 de Fevereiro não seria vacinada até à sua próxima visita dos 5 meses a 1 de Julho.

Na primeira análise, os lactentes vacinados com DTP experimentaram mortalidade cinco vezes maior que os lactentes não vacinados com DTP. A mortalidades para as meninas vacinadas era de 9,9 vezes mais do que aquelas no grupo de controlo não vacinado, enquanto a mortalidade para os meninos vacinados era 3,93 vezes mais do que o de controlo. Estranhamente, os cientistas descobriram que as crianças que receberam a vacina oral contra a poliomielite simultaneamente com a DTP se saíram muito melhor do que as crianças que não o fizeram. A vacina de OPV parece ter mitigado o efeito negativo da vacina DTP, reduzindo a mortalidade para 3,52 vezes a do grupo controle. No geral, a mortalidade entre crianças vacinadas foi 10 vezes maior do que a do grupo controlo quando as crianças receberam apenas a DTP.

Mogensen e os seus colegas sugerem que a vacina DTP pode enfraquecer o sistema imunológico da criança contra infecções não-alvo. Eles concluem

“Embora proteja contra a doença alvo, a DTP pode aumentar a susceptibilidade a infecções não relacionadas… a DTP foi associada a uma mortalidade 5 vezes maior do que nos não vacinados. Nenhum estudo prospectivo demonstrou efeitos de sobrevivência benéficos da DTP. “

O estudo de Mogensen apoia as conclusões das investigações anteriores sobre a sobrevivência da criança após a vacinação. Um estudo anterior do Dr. Peter Aaby, sobre a introdução do DTP na Guiné-Bissau rural, indicou uma mortalidade 2 vezes maior entre as crianças vacinadas (Aaby et al., 2004a). O relatório Aaby é um dos vários estudos iniciais que documentaram o status da vacinação e seguiram crianças de forma prospectiva. Todos eles indicaram que as crianças vacinadas com DTP morreram em taxas muito superiores à mortalidade entre o grupo de controlo. Uma metanálise de todos os oito estudos conhecidos encontrou uma mortalidade duas vezes maior nos vacinados com DTP comparativamente aos não vacinados com DTP (Aaby et al., 2016) (Apêndice A).

Em 2014, o Grupo Estratégico Consultivo de Especialistas em Imunização (SAGE) da Organização Mundial de Saúde (OMS) realizou a sua própria revisão da literatura sobre os potenciais efeitos não específicos (NSEs) de várias vacinas, incluindo a DTP, e constatou que a maioria dos estudos relatou um efeito prejudicial da DTP (Higgins et al., 2014, Grupo Consultivo Estratégico de Peritos de Imunização, 2014) devido à sua propensão para aumentar a susceptibilidade a infecções não relacionadas. O SAGE recomendou pesquisas adicionais.

Para além disso, Mogensen e os seus colegas observam que os estudos revistos ​​pelo SAGE provavelmente subestimaram o efeito letal da vacina DTP por causa da mortalidade invulgarmente alta nos grupos de controlo:

“As crianças não vacinadas nesses estudos geralmente eram crianças frágeis, muito doentes ou desnutridas para serem vacinadas e os estudos podem, portanto, ter subestimado o efeito negativo da DTP “.

O estudo de Mogensen procurou evitar esta armadilha utilizando controlos seleccionados por aniversário e eliminando crianças com baixo peso e órfãos tanto do grupo de estudo como do grupo de controlo. Incluía apenas crianças amamentadas. Todas as crianças estavam saudáveis ​​no momento da vacinação. No entanto, os autores do estudo de Mogensen destacam que, mesmo no seu estudo, as crianças não vacinadas apresentaram um estado nutricional ligeiramente pior e viajaram mais – vieses que tendem a aumentar a mortalidade. Eles concluem que “a estimativa da experiência natural pode, portanto, ainda ser conservadora”.

A importância das descobertas do estudo de Mogensen é sublinhada pela observação de que

Infelizmente, a DTP é a vacina mais utilizada e a proporção que recebe DTP3 é usada globalmente como indicador do desempenho dos programas nacionais de vacinação.

Os autores concluem com uma repreensão forte aos reguladores da saúde pública,

Deve ser motivo de preocupação que o efeito das vacinações de rotina sobre a mortalidade, por todas as causas, não tenha sido testada em ensaios aleatórios. Todas as evidências actualmente disponíveis sugerem que a vacina DTP pode matar mais crianças devido a outras causas que não a difteria, tétano ou tosse convulsa. Embora uma vacina proteja as crianças contra a doença-alvo pode simultaneamente aumentar a susceptibilidade a infecções não relacionadas.

Essas palavras devem servir como um balde de água fria e um apelo à acção da Organização Mundial de Saúde (OMS), do CDC e de outros funcionários de saúde pública. O público, tanto nos países pobres como nos ricos, tem o direito a provas cientificamente fundamentadas de que os programas internacionais de vacinação são tão seguros quanto possível e que foram completamente testados ao nível da segurança. As melhores métricas para medir a segurança são estudos que comparam os resultados de saúde de coortes vacinados versus não vacinados. No entanto, tanto o CDC como a OMS têm desencorajado agressivamente o desenvolvimento de tais estudos.

Finalmente, é importante notar que a vacina DTP usada na Guiné-Bissau no início da década de 1980 quase certamente continha altas concentrações de mercúrio e alumínio. Os fabricantes de vacinas criaram pela primeira vez a vacina contra a difteria, tétano e tosse convulsa combinada na década de 1940, misturando um adjuvante de alumínio e um conservante de mercúrio (timerosal) desde o início. Naquela época, a Academia Americana de Pediatria recomendou a DTP para uso em massa nas crianças. Antes de 1990, a DTP era a única vacina contendo timerosal recomendada para lactentes.

Cinco fabricantes forneceram à UNICEF as vacinas DTP utilizadas na África Ocidental no final dos anos 70 e no início dos anos 80. Um deles, a Biken do Japão, descreveu o padrão da indústria no seu relatório de laboratório de 1987: “Esboço do Método de Fabricação – A preparação [de DTP] também contém timerosal como conservante”.

No início dos anos 80, uma cascata de acções judiciais arquivadas nos Estados Unidos em nome de crianças feridas por vacinas estavam a afligir os fabricantes da DTP do mercado e a ameaçar o encerramento da produção da vacina DTP e de outras vacinas. Essa ameaça levou o Congresso dos Estados Unidos a conceder imunidade legal aos fabricantes de vacinas através do Programa Nacional de Lesões por Vacinas Infantis em 1986, aem Dezembro de 1987 pela implementação do “Tribunal das Vacinas”. Seguindo as recomendações do Instituto de Medicina dos EUA, os fabricantes removeram o Timerosal da DTP americana entre 2001-2003. No entanto, as vacinas DTP de doses múltiplas dadas a dezenas de milhões de crianças por todo o continente africano continuam a conter doses massivas de timerosal (25mcg de etilmercúrio por injecção) que excedem os níveis máximos de exposição permitidos pela EPA [Agência Reguladora do Ambiente nos EUA] em muitas vezes. Nem o CDC nem a OMS jamais publicaram um estudo de vacinados versus não-vacinados, que seria necessário para determinar os impactos globais sobre a saúde desta potente toxina, nas crianças africanas. O relatório de Mogensen é um grande apelo a esse estudo.

Fonte: http://www.collective-evolution.com/2017/04/24/new-study-finds-dtp-vaccine-increases-mortality-in-young-infants-5-to-10-fold-compared-to-unvaccinated-infants/?mc_cid=ffa65457bb&mc_eid=680cf9fc9e

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