O que Místicos e Profetas revelaram sobre as entidades hiperdimensionais

As entidades hiperdimensionais foram reconhecidas, discutidas e recebemos vários avisos sobre elas durante literalmente milénios ao longo da história da Humanidade.

Naturalmente, há muitas pessoas que ridicularizam a própria ideia de tais seres, acreditando que são invenções fictícias da mente humana.

No entanto, o facto de que tantas culturas, tradições, religiões e espiritualidades tenham discutido a natureza dessas criaturas, usando termos diferentes, mas descrevendo essencialmente a mesma coisa, dá credibilidade à ideia de que elas existem.

Fomos advertidos durante milénios de que a Humanidade está sob ataque psíquico por parte de um grupo de seres de energia e desencarnados que geram pensamentos de julgamento, separação, ansiedade, raiva e medo, a fim de gerarem loosh (energia emocional negativa) que eles sugam como alimento.

Ao procurarmos sobre que força estará realmente por detrás da construção da Nova Ordem Mundial e da conspiração maior, somos obrigado a investigar essas entidades hiperdimensionais, que podem ser os manipuladores originais, os marionetistas e os perpetradores do controlo mental que manipula toda a Humanidade.

Para além da faixa de frequência da percepção normal

Temos que levar a sério a ideia de que o(s) governante(s) oculto(s) deste mundo louco são invisíveis ou, pelo menos, operam a partir de frequências que estão para além da percepção normal.

Afinal, ninguém sabe exactamente de onde os pensamentos vêm. Se houvesse uma força que pudesse controlar quais pensamentos são transmitidos para a mente, então cada pessoa viva seria vulnerável a ataques psíquicos.

Dessas entidades hiperdimensionais é dito que se infiltram na sua mente, fazem a sua voz soar como a sua e seduzem-no com as suas ofertas – tudo com o objectivo de gerar medo, que é o alimento deles.

Serão eles os “deuses” de outrora que exigiam sacrifícios? Eles são espíritos malignos que possuem pessoas? Eles são os mestres do engodo que continuamente tentam manter-nos com medo e deslocados do nosso centro de poder, do nosso coração? O que se segue é uma lista de 10 tradições de culturas diferentes que descrevem essas entidades hiperdimensionais fazendo uso dos seus próprios termos e ideias.

1. Entidades hiperdimensionais: os Arcontes (gnosticismo)

Os Gnósticos antigos foram apelidados assim a partir do nome “gnosis”, a palavra grega para conhecimento ou visão. O gnosticismo era um movimento religioso e filosófico pouco organizado que floresceu nos séculos 1 e 2 dC. Os gnósticos acreditavam que o mundo material era o resultado de um erro primordial por parte de um ser divino (geralmente chamado Sofia [Sabedoria] ou o Logos).

Eles atribuíram a criação e o controlo do mundo material a uma criatura semidivina e ignorante conhecida, que se chamava Saklas (o tolo), Ialdebaoth (o deus cego) ou Demiurgo (do grego Demiurgo que significa artesão, mas que para Gnósticos significava como que o arquiteto ou força criativa menor).

Na mitologia / cosmologia gnóstica tanto Sofia quanto o demiurgo eram subordinadas ao Ser Supremo / Cosmos (Deus). O Demiurgo era antagónico a qualquer coisa espiritual e tinha um grupo de servos conhecidos como Arcontes (grego para “governantes”).

A pesquisa do estudioso gnóstico John Lash revela que os gnósticos foram primeiros xamãs místicos que atingiram elevados estados de Consciência, conheciam a sua ligação directa com o Cosmos e honravam a importância do princípio feminino (Sofia) para viverem vidas equilibradas.

Ele conclui que a Igreja Católica temia o seu poder e então matou-os e baniu os sobreviventes para o subsolo.

Os Pergaminhos do Mar Morto descobertos em Qumran, Palestina e os Códices de Nag Hammadi descobertos no Egipto (ambos na década de 1940) são importantes textos gnósticos que expõem a verdade sobre os Arcontes. Aqui está uma citação do Apócrifo de João, um texto de Nag Hammadi:

“Eles procuraram dominar a Humanidade nas suas funções psicológicas e perceptivas… embora percebessem que o pensamento Humano era superior ao deles… Pois, de facto, o seu deleite é amargo e a sua beleza é depravada. O seu triunfo está no engano (apaton) e em desviarem outros do seu próprio caminha, pois a sua própria estrutura não tem divindade”.

Os gnósticos postulavam a ideia de uma presença alienígena predadora que se deleitava com a dor dos outros e que usava o engano como uma ferramenta. Desligados do seu próprio poder (“sem divindade”), eles tornaram-se parasitas que tiveram de sequestrar a energia de outros para sobreviver.

2. Entidades hiperdimensionais: Demónios (Cristianismo)

Essas mesmas forças são chamadas de Demónios na tradição cristã. Nesta famosa citação de Efésios 6:12, as criaturas são realmente chamadas de “governantes” e “autoridades”, o que parece um eco da linguagem usada para descrever os Arcontes nos Pergaminhos do Mar Morto e nos textos de Nag Hammed:

“Porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas sim contra os governantes, contra as autoridades, contra os poderes deste mundo sombrio e contra as forças espirituais do mal nos reinos celestiais”.

Demónios, exorcismo e cristianismo: uma imagem antiga de São Francisco Borgia a ajudar um impenitente moribundo, por Goya.

O cristianismo também tem uma tradição de exorcismo de espíritos malignos. O Evangelho contém muitas histórias de Jesus a expulsar os espíritos malignos. Esta tradição persiste até aos dias de hoje.

O padre Gabriele Amorth foi um ex-funcionário no Vaticano que serviu como exorcista na diocese de Roma ao longo de 30 anos. Ele também foi o fundador da Associação Internacional dos Exorcistas.

Entidades hiperdimensionais: os Jinn do fogo sem fumo.

3. Entidades hiperdimensionais: Jinn / Djinn (mitologia árabe)

Na Arábia pré-islâmica, antes da Ascensão do profeta Maomé no século VI dC, a mitologia árabe contém referências aos Jinn ou Djinn, que foram considerados espíritos sobrenaturais (e podem ser bons ou maus).

Jinn é uma classificação de vários tipos de seres sobrenaturais. O livro The Evolution of the Concept of the Jinn from Pre-Islam to Islam [A Evolução do Conceito do Jinn desde o Pre-Islão ao Islão] descreve como eles poderiam aparecer como seres espirituais puros, anjos ou demónios, como indicado por Ibn Manẓūr, em “Lisān al-Arab”:

“O povo dos Jahiliyyah chamou aos jinn de anjos – que a Paz esteja com eles – porque eles eram invisíveis…”

Eles também podem ser criaturas tangíveis, com características particularmente semelhantes a animais, conforme afirmado pela Enciclopédia da Religião e da Ética:

“…não eram espíritos puros, porque muitas vezes eram representados como peludos e muitas vezes como tendo a forma de uma avestruz ou de uma cobra”.

O livro menciona 4 tipos específicos de Jinn no mundo pré-islâmico:

1. Ghūl: A palavra inglesa “ghoul” [espírito] deriva desta. Os ghuls eram demónios do deserto que se acreditava roubavam túmulos e devoravam cadáveres. Pareciam aparecer sob muitas formas diferentes, muitas vezes animalistas. Podiam aparecer e desaparecer “como a chama de uma tocha”. Eles deixavam um cadáver físico quando morriam, assim conta o poema de Ta’abbata Sharran:

“Passei a noite inclinando sobre ela, à espera da manhã para ver o que eu tinha capturado. Foi então que encontrei dois olhos numa cabeça feia, semelhante à cabeça de um gato e com uma língua bifurcada.”

2. Si’lah: A diferença entre estes e os primeiros não é clara para mim. Eles parecem ser mais esquivos e inteligentes. Existe uma história de um ter casado e tido filhos humanos.

Outras possíveis diferenças podem ser o possuirem maior actividade durante o dia, em vez de durante a noite, ou que o Se’lah é do sexo feminino e o macho é o Ghūl. Nenhuma delas parece ser universalmente respeitada contudo.

3. Shiqq: Este era um homem com apenas metade de um corpo que espancava um humano até a morte se o encontrasse. Do Al-Jāḥiẓ:

“Lá, um shiqq apareceu para ele. Ele tinha apenas uma mão, um olho, uma perna. Eles recitaram poesia um ao outro e depois desancaram-se e ambos morreram”.

4. Shaytan: Explicaremos melhor abaixo. A palavra inglesa “Satanás” é derivada dessa palavra árabe. Eles foram conhecidos por serem inteligentes, astutos, poderosos e em geral rebeldes.

Entidades hiperdimensionais: o Jjinn. Crédito da imagem: AboutIslam.net

4. Entidades hiperdimensionais: Shaytan / Satan (Islam)

Embora o Shaytan (Shayatin plural) pertença à mitologia árabe pré-islâmica, o facto de que Maomé foi enganado por um (e falava abertamente sobre isso) levou o personagem para a sabedoria islâmica. No Alcorão há a história de Iblis, o primeiro Shayatin, que aparentemente foi feito por Deus (Deus) de um fogo tão puro que nem sequer o fumo podia ofuscar a sua beleza.

Isso é interessante porque a referência aos Arcontes serem feitos de fogo sem fumo surge repetidamente em diferentes tradições. Iblis recusou-se a curvar-se perante Adão (que era, afinal, um mero homem feito de argila), e então Alá expulsou-o do Céu. Iblis jurou vingar-se de Adão e de todos os homens de barro como ele.

Iblis é considerado o senhor de todos os Shayatin e dele é dito que reuniu um exército de Shayatina e de Jinn para perseguir a Humanidade. Um Shayatin é descrito como tendo uma força impressionante e uma voz sussurrante, visível apenas para os burros, que emitem avisos desesperados quando os veem a aproximarem-se.

Isso, novamente, é digno de nota, uma vez que isso destaca a ideia de que essas entidades hiperdimensionais estão fora do alcance normal da percepção humana convencional – mas não fora das percepções de outras criaturas, de animais como os burros (ou gatos) e não estão fora do alcance de percepção humana quando uma pessoa (por vontade, intenção ou mesmo sob a influência de psicotrópicos) expande o alcance da sua percepção.

5. Entidades hiperdimensionais: Forças Hostis (Sri Aurobindo, a Mãe, Rudolf Steiner)

Sri Aurobindo era um sábio indiano que fundou o Yoga Integral. Ele escreveu sobre os Arcontes utilizando o termo “forças hostis”:

“É [a força adversa] o poder que mantém a ignorância e as trevas no mundo – só pode ser destruído quando a Humanidade não estiver mais apaixonada pela ignorância e pela escuridão. Cada sadhak tem de o extrair para fora e impedir qualquer contacto com esse ser. Quando sai dele então não haverão mais dificuldades sérias na sua sadhana [prática]…

“As Forças hostis são Poderes das Trevas que estão em revolta contra a Luz e contra a Verdade e querem manter este mundo sob o seu domínio, na escuridão e na ignorância. Sempre que alguém quer alcançar a Verdade, para concretizar o Divino, eles obstruem o caminho o máximo possível…

“Às vezes eles possuem Homens para agirem através deles e às vezes eles nascem num corpo Humano. Quando já não tiverem utilidade eles mudarão ou desaparecerão ou não mais tentarão intervir nos assuntos terrestre “.

A Mãe, uma mulher intimamente associada a Sri Aurobindo e ao seu trabalho, fala sobre isso aqui, onde elucida sobre a possessão espiritual ou possessão demoníaca:

Pergunta: Quando um ser é possuído por uma força hostil, o que acontece à sua psique?

Mãe: Depende do grau de possessão. Normalmente, é algo progressivo. Primeiro, há uma influência que se faz sentir… Depois a influência torna-se permanente e há uma parte do ser que se deteriora, que está constantemente sob essa influência e a expressa. Após isso o ser que projecta essa influência tenta entrar nessa parte.

Então, geralmente, isso produz um conflito, uma espécie de batalha interna… se alguém não sabe como resistir e não consegue sacudir o controlo, então gradualmente o ser que se apoderou de uma parte da pessoa age como um polvo e espalha os seus tentáculos assim, devagar e por toda parte até que, finalmente, toma posse na totalidade. No momento da possessão total, a pessoa possuída fica completamente desequilibrada ou torna-se numa espécie de monstro…”

Rudolf Steiner é conhecido por muitas coisas, incluindo as suas ideias revolucionárias sobre educação. Ele também estava ciente dos Arcontes:

“Existem seres nos reinos espirituais para quem a ansiedade e o medo que emanam dos seres humanos é uma fonte de alimentação bem-vinda. Quando os seres Humanos não têm ansiedade e medo essas criaturas morrem à fome… Se o medo e a ansiedade irradiarem das pessoas e elas entram em pânico, essas criaturas encontram uma nutrição que é bem-vinda e tornam-se cada vez mais poderosas.

“Esses seres são hostis em relação à Humanidade. Tudo o que se alimenta de sentimentos negativos, de ansiedade, medo, superstição, desespero ou dúvida são, na realidade, forças hostis em mundos supra-sensíveis, lançando ataques cruéis contra os seres humanos enquanto se alimentam. Portanto, antes de mais, é necessário começar pela superação do medo, dos sentimentos de desamparo, desespero e ansiedade, isto para a pessoa que entre no caminho espiritual”.

“Mas estes são exactamente os sentimentos que pertencem à cultura e ao materialismo contemporâneos, e que alienam as pessoas do mundo espiritual, ao evocarem a desesperança e o medo do desconhecido nas pessoas, chamando assim as forças inimigas, acima mencionadas, contra elas”.

Por Makia Freeman, autor convidado do HumansAreFree.com

Fonte: http://humansarefree.com/2017/10/what-mystics-prophets-revealed-about.html

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