Os Hippies estavam certos: tem tudo a ver com a vibração!

Os Hippies estavam certos tem tudo a ver com vibração

Uma nova teoria da Consciência

Porque é que algumas coisas são conscientes e outras aparentemente não? Um rato é consciente? Um morcego? Uma barata? Uma bactéria? Um electrão?

Essas questões são todas aspectos do antigo “problema mente-corpo”, que resistiu a uma conclusão satisfatória em geral ao longo de milhares de anos.

O problema mente-corpo teve uma grande alteração da imagem de marca nas últimas duas décadas e é geralmente conhecido como o “problema difícil” da Consciência (geralmente capitalizado hoje em dia) depois do filósofo da Universidade de Nova Iorque, David Chalmersm, ter cunhado esse termo após o seu artigo clássico de 1995 e o seu livro de 1996, “A Mente Consciente: Em Busca de uma Teoria Fundamental”.

Avançando rapidamente para a era actual podemos perguntar agora: os Hippies realmente resolveram esse problema? Eu e o meu colega Jonathan Schooler (da Universidade da Califórnia em Santa Barbara) acreditamos que eles efectivamente o fizeram, com a intuição radical de que é tudo tem a ver com vibração… Durante a última década desenvolvemos a “teoria da ressonância da Consciência” que sugere que a ressonância – outra palavra para as vibrações sincronizadas – está no coração não apenas da Consciência Humana, mas também da realidade física em geral.

Então, como os Hippies estavam certos? Bem, concordamos que as vibrações, a ressonância, são o mecanismo-chave por detrás da Consciência Humana, assim como a para a Consciência animal em geral. E, como discutiremos abaixo, são o mecanismo básico para que todas as interacções físicas ocorram.

Todas as coisas no nosso Universo estão constantemente em movimento, vibrando. Mesmo os objectos que pareçam estar estacionários estão, de facto, a vibrar, a oscilar e a ressoar em várias frequências. A ressonância é um tipo de movimento, caracterizado pela oscilação entre dois estados. E, finalmente, toda a matéria é apenas a vibração de vários campos subjacentes.

Um fenómeno interessante ocorre quando diferentes coisas / processos vibratórios entram em proximidade: eles frequentemente começam, após algum tempo, a vibrar em conjunto na mesma frequência. Eles “sincronizam-se”, às vezes de formas que podem parecer misteriosas. Isso é descrito actulamente como o fenómeno da auto-organização espontânea.

Examinar esse fenómeno leva a um descoberta potencialmente profunda sobre a natureza da Consciência e sobre o Universo em geral.

TODAS AS COISAS RESSONAM EM DETERMINADAS FREQUÊNCIAS

Stephen Strogatz fornece vários exemplos da física, biologia, química e neurociência para ilustrar o que ele chama de “sync” (sincronia) no seu livro homônimo de 2003, incluindo:

Pirilampos de certas espécies começam a exibir os seus pequenos fogos em sincronia e em grandes grupos, de formas que podem ser difíceis de explicar usando  as abordagens tradicionais.

O disparo de neurónios em grande escala pode ocorrer em cérebros humanos em frequências específicas, sendo que a Consciência dos mamíferos acredita-se estar vulgarmente associada a vários tipos de sincronia neuronal.

Os lasers são produzidos quando fotões da mesma potência e frequência são emitidos conjuntamente.

A rotação da Lua é exactamente sincronizada com a sua órbita ao redor da Terra, de modo que vemos sempre o mesmo lado.

A ressonância é um fenómeno verdadeiramente Universal e está no centro do que às vezes pode parecer uma misteriosa tendência para a auto-organização.

Pascal Fries, um neurofisiologista alemão do Instituto Ernst Strüngmann, explorou na sua obra, altamente citada nas últimas duas décadas, as formas pelas quais vários padrões eléctricos, especificamente, as ondas gama, teta e beta, trabalham juntos no cérebro para produzir os vários tipos de Consciência Humana.

Esses nomes referem-se à velocidade das oscilações eléctricas nas várias regiões cerebrais, medidas por eléctrodos colocados na parte externa do crânio. As ondas gama são tipicamente definidas como cerca de 30 a 90 ciclos por segundo (hertz), as theta como um ritmo de 4 a 7 hz e as beta como 12,5 a 30 hz. Não estamos a falar de ocorrências separadas – são regras práticas – e variam um pouco em diferentes espécies.

Então, as theta e beta são significativamente mais lentas que as ondas gama. Mas os três trabalham juntos para produzir, ou pelo menos facilitarem (a relação exacta entre os padrões cerebrais eléctricos e a Consciência ainda está a ser muito debatida) vários tipos de consciência humana.

Fries chama ao seu conceito de “comunicação pela coerência” ou CPC. Para Fries, tudo tem a ver com sincronização neuronal. A sincronização, em termos de taxas de oscilação eléctrica partilhada, permite a comunicação suave entre os neurónios e grupos de neurónios. Sem a coerência (sincronização), as entradas chegam a fases aleatórias do ciclo de excitabilidade dos neurónios e são ineficazes, ou pelo menos muito menos eficazes, na comunicação (Fries, 2015).

A nossa teoria da ressonância da Consciência baseia-se no trabalho de Fries e de muitos outros, numa abordagem mais ampla que pode ajudar a explicar não apenas a Consciência Humana e mamífera, mas também a Consciência de forma mais ampla. Nós também especulamos metafisicamente sobre a natureza da Consciência como um fenómeno mais geral de toda a matéria.

TODAS AS COISAS SÃO, PELO MENOS, UM POUCO CONSCIENTES?

Com base no comportamento observado nas entidades que nos rodeiam, desde os eléctrões a átomos, das moléculas ás bactérias, das paramécia aos ratos, morcegos, etc., todas as coisas podem ser vistas como pelo menos um pouco conscientes. Isso parece estranho à primeira vista, mas o “pampsiquismo” – a visão de que toda matéria tem alguma Consciência associada – é uma posição cada vez mais aceite em relação à natureza da Consciência.

O pampsiquismo argumenta que a Consciência (subjectividade) não emergiu. Em vez disso, está sempre associada à matéria e vice-versa (são dois lados da mesma moeda), mas a mente associada à maior parte da matéria no nosso Universo é geralmente muito simples. Um electrão ou um átomo, por exemplo, desfrutam apenas de uma pequena quantidade de Consciência. Mas, como a matéria “complexifica”, a mente complexifica também e vice-versa.

Organismos biológicos têm alavancado a troca mais rápida de informações através de várias vias biofísicas, incluindo as vias eléctricas e electroquímicas. Esses fluxos de informação mais rápidos permitem níveis de Consciência numa macro-escala maior do que ocorreria em estruturas de escala semelhante como pedregulhos ou uma pilha de areia, simplesmente porque há uma conectividade significativamente maior e, portanto, mais está a “acontecer” em estruturas biológicas do num pedregulho ou numa pilha de areia. Os pedregulhos e pilhas de areia só têm caminhos térmicos com largura de banda muito limitada.

Os pedregulhos e pilhas de areia são “meros agregados” ou apenas colecções de entidades conscientes mais rudimentares (provavelmente apenas ao nível atómico ou molecular), em vez de combinações de entidades micro-conscientes que se combinam numa entidade macro-consciente de nível mais elevado, que é a marca da vida biológica.

Assim, o tipo de comunicação entre estruturas ressonantes é fundamental para que a Consciência se expanda para além do tipo rudimentar de Consciência que esperamos que ocorra em estruturas físicas mais básicas.

A tese central da nossa abordagem é a seguinte: os vínculos específicos que permitem que a macro-consciência ocorra resultam duma ressonância partilhada entre muitos constituintes micro-cêntricos.

A velocidade das ondas ressonantes que estão presentes é o factor limitante que determina o tamanho de cada entidade consciente.

À medida que uma ressonância partilhada se expande para mais e mais componentes, a entidade consciente torna-se maior e mais complexa. Assim, a ressonância partilhada num cérebro humano que alcança a sincronia gama, por exemplo, inclui um número muito maior de neurónios e conexões neuronais do que no caso dos ritmos beta ou teta sozinhos.

São estruturas ressonantes desde a maior até à menor complexidade – e ao contrário também.

A nossa teoria da ressonância da Consciência tenta fornecer uma estrutura unificada que inclua a neurociência e o estudo da Consciência humana, mas também questões mais fundamentais sobre neurobiologia e biofísica. Chega-se ao coração das diferenças que importam quando se trata da Consciência e da evolução dos sistemas físicos.

Tem tudo a ver com vibrações, mas também com o tipo de vibrações e, mais importante, com as vibrações partilhadas.

E agora pegue nisso e fume…

Fonte: https://blogs.scientificamerican.com/observations/the-hippies-were-right-its-all-about-vibrations-man/?fbclid=IwAR1saLfPiqcV6WUTGoaOzrjJLwBge6XU2aESsq56zeTFjmY3hM27ftiO9Ws

Deixe um comentário