Um Bispo explica como a Religião é usada para controlar as pessoas

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A Religião é um tema controverso, e eu gostaria de começar este artigo por dizer que não é o meu objectivo atacar ou diminuir as crenças de ninguém. O meu problema não é com a fé, mas com a religião, como uma organização, que tem sido utilizada como uma forma de controlo, para virar as pessoas umas contra as outras e para incitar ao terror e à guerra. As religiões neste contexto servem os propósitos de muitas e variadas agendas elitistas globais.

A religião também é confusa, para dizer o mínimo. Dentro das diferentes religiões existem ‘seitas’, distintas e cada uma com os seus próprios ensinamentos e versões da “verdade” e sobre como viver a vida. Só no cristianismo, existem várias versões da Bíblia e dos ensinamentos que se contradizem umas às outras. O que uma religião diz numa parte do mundo pode opor-se directamente ao que outra diz noutra parte diferente do mundo. Isso por si só é uma receita para os sentimentos de confusão e isolamento para quem está na busca da “verdade”. Se várias religiões pregam diferentes modos de vida e verdades, todas elas não podem estar correctas não é verdade? Eu acho que é por isso que eles lhe chamam “Fé”.

Abaixo está um vídeo de Jon Shelby Sponge, um bispo aposentado americano da Igreja Episcopal, discutindo esses problemas. Ele argumenta que a religião é um negócio e ela é usada como um mecanismo de controlo (e ele não é o primeiro delator a dizê-lo). Podemos ver isso a acontecer mais claramente no aumento da islamofobia. O Islão foi transformado num bode expiatório, um alvo para o qual podemos direcionar todos os nossos medos e raiva, e uma desculpa para invadir outros países e criar um mais intenso estado policial sob o argumento da segurança nacional global. Mas a verdade é que o Islão não tem nada a ver com violência ou terrorismo. Estes medos fabricados fazem todos parte do terrorismo de “bandeira falsa”, sobre o qual você poderá ler mais neste site se você não estiver familiarizado com o conceito.

No vídeo, Sponge afirma que “a religião é sempre o negócio do controlo, e isso é algo que as pessoas realmente não entendem. É no controlo da produção da culpa que está o negócio”.

Ele então passa a descrever o problema da religião como organização:

Todas as igrejas que conheço alegam que são a verdadeira igreja, e eles têm alguma autoridade superior… A ideia de que a verdade de Deus pode estar ligada a qualquer sistema Humano por qualquer crença Humana ou por qualquer livro Humano, está para além da minha imaginação. Deus não é um cristão, Deus não é um judeu ou um muçulmano ou um hindu ou um budista. Todos estes são sistemas humanos que os seres Humanos criaram para tentar ajudar-nos a entrar no mistério de Deus.

Ele está a descrever a diferença entre a fé e a religião. Eu mesmo já explorei várias religiões, e descobri ensinamentos dentro de todas elas que ressoam profundamente comigo. Eu também constatei que existem ensinamentos que não ressoam comigo de todo. Eu não acredito que uma só religião tenha todas as respostas.

Usar o medo para persuadir as pessoas para um certo modo de vida ou sistema de crenças, assim como o bispo menciona acima, parece ser práctica comum em quase todas as religiões, e isso certamente não ressoa comigo.

A história da igreja em si é problemática. Quer seja o papel da Igreja no genocídio das primeiras nações aqui no Canadá, ou nas cruzadas europeias, a igreja tem uma história de forçar os seus pontos de vista sobre os outros e de condenar a ciência e novas descobertas.

Para além disso, como o Bispo diz acima, as pessoas precisam de aceitar a responsabilidade pelo mundo. Se nós simplesmente deixarmos a mudança global nas mãos de Deus, nós removemos a nossa própria responsabilidade como agentes neste mundo. Se queremos mudar o mundo, temos de fazê-lo. Após os ataques terroristas de Paris, o Dalai Lama expressou isso tão bem, argumentando que não é suficiente apenas orar. Temos de assumir a responsabilidade pelo nosso planeta.

Estamos também a lidar com textos que são muito antigos, e considerando que há várias versões dos vários textos, as quais provavelmente foram manipuladas, alteradas e distorcidas ao longo dos anos, acho que é difícil aceitar qualquer uma sem questionar.

Outro ponto que faz virar as costas à religião é a hipocrisia. Muitas pessoas afirmam os laços com a sua fé, mas ainda assim sabem muito pouco sobre os seus princípios, e falham em seguir o que eles dizem que acreditam. Isso normalmente também pode ser observado dentro do movimento “espiritual”, que pode ser visto como uma outra forma de religião por si mesma.

Quando se trata de religião, eu acredito que você tem que fazer a sua própria investigação. Você tem que ler os livros e examinar os ensinamentos por si mesmo. Use a sua própria cabeça e encontre aquilo que ressoa consigo em vez de permitir-se ser doutrinado e deixar que outra pessoa pense por si. Estes textos estão abertos à interpretação. Cabe-lhe a si encontrar um sentido para eles e aplicá-los na sua vida. Você ainda pode acreditar em Deus e não ser religioso. A religião é uma construção feita pelo homem, e eu acredito que se Deus fosse aparecer de repente em algum lugar, ele ou ela não teriam a menor ideia o que a religião seria ainda.

As religiões, como organizações, vão ter de mudar. As novas descobertas que estão a ser feitas constantemente desafiam os sistemas de crenças de longa data. Não podemos crescer se nos recusarmos a ter uma mente aberta e aceitar as novas possibilidades sobre a natureza da realidade, e é infantil agarrarmo-nos a velhos sistemas de crenças só porque estamos familiarizados com eles.

Eu pessoalmente acredito na alma e em outros fenómenos não-materiais, bem como a ideia de que a vida não termina aqui na Terra, e eu acredito que há provas suficientes sob várias formas, para além da minha própria intuição e pressentimento, para apoiar esta posição .

E você? Em que é que acredita? Aonde isso levar, eu respeitarei. Temos de aprender a respeitar os pontos de vista dos outros sobre “o que é.” Precisamos trabalhar com os outros e aceitar as nossas diferenças para que possamos concentrar-nos em ajudar o planeta, a nossa casa comum.

“É uma marca de uma pessoa educada ser capaz de entreter-se com uma ideia sem a aceitar”.

E você o que acha sobre a religião e o que Sponge diz neste vídeo? Você concorda ou discorda? Por favor, sinta-se livre para partilhar os seus pensamentos na secção de comentários abaixo.

 ARJUN WALIA, 31 de Maio 2016

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