As Drogas não Causam Dependência: isto vai mudar a sua visão das drogas e da toxicodependência PARA SEMPRE!

SOCIETY

O que causa a dependência de drogas? É fácil! As substâncias é que causam dependência. Se tomar heroína você vai tornar-se um viciado com certeza, certo? Esta é a narrativa que a nossa sociedade nos ensina. E é a razão pela qual nós tratamos os toxicodependentes como criminosos culpando-os pela escolha que fizeram quando eles poderiam ter apenas facilmente escolhido uma vida normal e convencional, como todos os outros.

Mas e se não for assim tão fácil ou simples?

A experiência com o parque de ratos

Em 1970 os psicólogos canadianos Bruce K. Alexander e os seus colegas da Universidade Simon Fraser, na British Columbia, realizaram um estudo que desafiou directamente a noção comum de que as drogas são elas próprias a causa do vício.

Eles colocaram os ratos de laboratório em pequenas gaiolas separadas, cada uma com dois dispensadores de água. um deles cheio com água pura e o outro com água misturada com heroína ou cocaína. Os ratos acabavam compulsivamente por pressionar a alavanca do dispensador de drogas repetidamente, até mesmo ao ponto de preferir essa sobre a dos alimentos. Num dado período período de tempo, eles privavam-se da comida e morreriam de fome. Parece o comportamento típico dos viciado em drogas, certo?

Mas o estudo não terminava aí. Alexander e a sua equipa construíram aquilo a que se poderia chamar “um paraíso para ratos”. Ao invés de isolar ratos em pequenas gaiolas separadas, eles deixaram-os interagir uns com os outros num ambiente 200 vezes mais espaçoso do que a gaiola padrão de laboratório e com abundância de alimentos, brinquedos , rodas e espaço para acasalarem. O seu comportamento e as suas escolhas mudaram dramaticamente.

Os ratos no parque resistiram à água com drogas e escolheram a água pura ao invés. Mesmo os ratos que já estavam viciados fizeram o desmame do seu vício depois de serem transferidos das gaiolas para o parque de ratos.

Isso levanta a questão: estariam os ratos viciados verdadeiramente sem esperança ou eram simplesmente infelizes? Estariam eles a reagir à droga em si ou ao seu ambiente deprimente, confinado e isolado?

“Não é possível medir a saúde ao estar ajustado a uma sociedade profundamente doente”.

– Jiddu Krishnamurti

A sociedade moderna: a antítese para a felicidade humana

A mesma pergunta deve ser feita sobre os seres humanos. Talvez não seja a própria droga que alguns creem ser viciante, mas o facto de que é uma fuga temporária a esta sociedade doente e deprimente que nós construímos para nós mesmos. As autoridades continuam a glorificar a guerra contra as drogas com leis rigorosas, a educação baseada no medo e punição severa para o uso de drogas… enquanto ignoram completamente como a própria estrutura da nossa sociedade é projectada para a infelicidade.

Pense nisso: a vida humana padrão consiste em passar os melhores anos das nossas vidas entediando as nossas mentes na escola apenas para nos prepararmos para um trabalho que muito provavelmente odiaremos e, depois, aposentarmo-nos aos 60 anos quando estivermos muito velhos e cansados para fazer as coisas que realmente gostaríamos de ter feito.

“Normal é vestir-se com roupas que você compra para ir para o trabalho e conduzir através do trânsito num carro que ainda não acabou de pagar – para ir para o trabalho que você precisa para pagar as roupas, o carro, e a casa que você deixa vaga durante o dia inteiro para que se possa dar ao luxo de viver nela”.
– Ellen Goodman

Eu não sei o que pensa mas isso para mim parece-se muito com uma pequena gaiola em que não há tempo ou espaço para nos divertirmos e agirmos em consonância com o nosso chamamento mais profundo e sentirmos um sentido de comunidade entre seres humanos – o que eu acredito é a chave para a felicidade humana e para a auto-realização. Isso não quer dizer que a escolha da droga sobre a realidade é a escolha certa mas é, na sua essência e tão razoável como a decisão dos pobres ratos de ingerirem produtos químicos para “se sentirem bem” ao invés de ficarem sóbrios no interior de uma prisão. Tanto os ratos e como os humanos viciados em drogas estão a sofrer… e a dor precisa de compaixão e compreensão, e não de punição.

É interessante notar que a descoberta de Bruce Alexander foi ignorada e suprimida durante muitos anos. Talvez porque ao olharmos bem para o nosso próprio ambiente humano – em vez de policiarmos as nossas reações ao mesmo – poderíamos desencadear a revolução que aqueles que estão no poder temem. A diferença entre a nossa sociedade humana e uma gaiola de ratos é que nós temos uma escolha.

Nós podemos continuar a viver de acordo com as regras mesmo que elas nos façam infelizes. Podemos continuar a fugir aos nossos sentimentos com substâncias químicas para melhor lidarmos com a realidade. Ou… podemos voltar-nos para o outro e percebermos que somos nós aqueles que estão a alimentar esta sociedade. Que tal parar com isso e começarmos a criar o mais belo mundo que os nossos corações sabem que é possível?

“Se você sentir que não se encaixa neste mundo é porque você está aqui para ajudar a criar um novo.”

– Jocelyn Daher

[pressione o botão CC para ver o vídeo com as legendas em PT]

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