Milhões de pacientes estão a ser SOBREMEDICADOS para a pressão arterial, novo estudo revela

Muitas vezes descrita como um “assassino silencioso“, a hipertensão ou a pressão alta afeta cerca de 1,13 biliões de pessoas por todo o mundo – cerca de um em cada três adultos nos Estados Unidos. Se estiver a tomar medicação para a pressão arterial, então está a ser sobremedicado. O primeiro estudo do seu género, mostrou que as doses menores são tão eficazes como uma dose padrão, mas com menos efeitos colaterais.

A hipertensão não deve ser menosprezada. Se não for tratada, pode levar a problemas graves como ataques cardíacos, acidente vasculares cerebrais, doenças renais e demência vascular, informou o Daily Mail Online. A hipertensão é caracterizada por níveis de pressão arterial consistentemente em acima das 140 mmHg para a pressão sistólica e / ou 90 mmHg para pressão diastólica.

Tratar a pressão arterial elevada, no entanto, nem sempre é tão fácil ou linear como se possa pensar. O professor Anthony Rodgers, autor do estudo da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney, explicou que 88 por cento dos que estão cientes da sua questão de saúde são tratados com medicação. No entanto, apenas um em cada três é capaz de controlar a condição.

De acordo com os autores do estudo, milhões de pessoas podem sofrer efeitos adversos desnecessários devido à medicação para a hipertensão. Uma vez que tomar medicação para a hipertensão geralmente não é suficiente para manter a pressão arterial elevada sob controlo, os médicos normalmente prescrevem um segundo medicamento, que traz efeitos colaterais adicionais.

Minimizar os efeitos colaterais desempenha um papel crucial no plano de tratamento de um paciente. Os efeitos colaterais comuns incluem fraqueza, tonturas, insónia, dores de cabeça e cãibras musculares. Uma vez que a pressão arterial elevada é notoriamente difícil de controlar, o professor Anthony Rodgers detacou que, encontrar novas e melhores formas de tratar a hipertensão é um passo na direcção certa.

“Por a pressão arterial elevada ser tão comum e grave, mesmo as pequenas melhorias na gestão da mesma podem ter um grande impacto na saúde pública”, afirmou ele.

As terapias que fizeram uso de ¼ da medicação foram igualmente eficazes

Para o estudo, publicado na revista Hypertension, no início deste mês, os investigadores analisaram dados de 42 testes clínicos que envolveram mais de 20.000 pacientes com hipertensão. Cada um deles foi aleatoriamente designado para tomar um placebo ou medicação para baixar a pressão sanguínea, em diferentes combinações e doses.

As cinco principais classes de medicamentos para tratar a hipertensão – inibidores da enzima conversora da angiotensina (ACE), bloqueadores dos receptores da angiotensina, bloqueadores beta, bloqueador dos canais do cálcio e tiazidas – foram incluídas na revisão.

Quando os investigadores compararam a eficácia da terapia de ¼ da dose com a dose padrão ou com um placebo, eles descobriram que tomar ¼ da dose de um medicamento não diminuiu a pressão arterial tanto quanto a dose completa. No entanto, a equipa descobriu que a combinação de dois medicamentos numa dose mínima era tão eficaz como uma dose padrão. Este plano de tratamento também produziu menos efeitos colaterais do que uma dose padrão de um único fármaco para baixar a pressão arterial.

Para além disso, um cocktail de quatro fármacos para a hipertensão, cada uma em ¼ da dose, foi quase duas vezes mais eficaz do que tomar um único medicamento para baixar a pressão arterial na dose padrão. Uma vez que esta descoberta foi baseada apenas num teste clínico, houve pouca informação sobre os possíveis efeitos colaterais, destacou a equipa.

Concluíndo, a equipa informou que, embora sejam necessárias mais pesquisas, as combinações de ¼ das doses podem fornecer melhorias na eficácia e tolerabilidade das terapias de redução da pressão arterial.

Embora os seus resultados pareçam muito promissores, o professor Anthony Rodgers jogou pelo seguro destacando que as pessoas não deveriam reduzir as doses dos seus medicamentos actuais sem mais pesquisas para confirmar os seus resultados. Uma vez que ainda não foram replicados em ensaios de maior dimensão a longo prazo, é necessária mais investigação para justificar uma mudança na forma como os médicos actualmente prescrevem as terapias de redução de pressão arterial para os seus pacientes, realçaram os investigadores.

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Referências:

DailyMail.co.uk

Hyper.AHAJournals.org

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